O que o pai tem que pagar além da pensão?

o que o pai tem que pagar além da pensão

Sabemos que a jornada de criar um filho não é fácil, ainda mais quando a pensão alimentícia parece não cobrir todas as despesas, certo? Mas você sabia que, além da pensão, existem outras obrigações financeiras que o pai pode ter que cumprir? Vem com a gente que vamos te contar tudo sobre o que o pai tem que pagar além da pensão!

Pensão Alimentícia: o básico

Primeiro, vamos entender o básico para não cair em algumas mentiras contadas quando o assunto é pensão alimentícia.

A pensão alimentícia é um valor estipulado judicialmente para cobrir as despesas básicas da criança, como alimentação, saúde e educação. O objetivo da pensão é cobrir gastos básicos e manter o padrão de vida dos filhos antes do divórcio/separação. Ou seja, evitar mudanças de escola e até mesmo a interrupção de atividades extracurriculares, como cursos de idiomas ou natação.

Mas, às vezes, o valor definido não é suficiente para todas as necessidades, certo?

Então, o que mais o pai pode ser obrigado a pagar de pensão?

Além da pensão alimentícia, que geralmente cobre despesas básicas como alimentação, saúde e educação, existem as despesas extraordinárias. São gastos que não são frequentes, mas que surgem eventualmente e devem ser divididos entre os pais. Isso inclui coisas como:

  1. Despesas Médicas: Se o seu filho precisar de um tratamento médico especial ou de uma cirurgia, e isso não estiver coberto pelo plano de saúde, o pai pode ser obrigado a dividir esses custos com você.
  2. Atividades Extracurriculares: Sabe aquela aula de ballet ou de futebol que seu filho tanto quer fazer? Se for algo que contribua para o desenvolvimento dele, o pai também pode ter que ajudar a pagar.
  3. Material Escolar e Uniforme: Além da mensalidade escolar, o pai pode ser responsável por ajudar nas despesas com material escolar e uniforme.
  4. Viagens e Passeios Escolares: Se a escola organizar uma viagem ou um passeio, e isso tiver um custo extra, o pai também pode ter que contribuir.

Como garantir a divisão das despesas extraordinárias?

Vamos ser sinceras: criar um filho é caro! E essas despesas extraordinárias podem pesar no orçamento. Por isso, é justo que ambos os pais contribuam, garantindo que o filho tenha tudo o que precisa sem sobrecarregar financeiramente apenas um dos lados.

Se você sente que a pensão é insuficiente e que o pai deveria ajudar com outras despesas, o primeiro passo é conversar. Se isso não resolver, você pode procurar a Justiça e pedir uma revisão do valor da pensão ou a inclusão de outras despesas.

Aqui vai uma dica de ouro: para garantir que todas essas obrigações sejam cumpridas, é fundamental que a pensão esteja formalizada na justiça. Isso dá a segurança de que, em caso de descumprimento, você tem como exigir os direitos do seu filho. Além disso, com tudo documentado, fica mais fácil comprovar quais são as responsabilidades de cada um.

Dicas extras:

  1. Guarde Todos os Comprovantes: Sempre guarde notas fiscais, recibos e comprovantes das despesas do seu filho. Isso pode ser útil caso você precise provar algo na Justiça.
  2. Mantenha a Comunicação Aberta: Antes de recorrer à Justiça, tente conversar com o pai. Muitas vezes, um diálogo aberto pode resolver a situação.
  3. Busque Informação: Se você tem dúvidas sobre seus direitos e os direitos do seu filho, procure um advogado ou uma assistência jurídica gratuita para não cair nas mentiras que são contadas por aí.

Lembrem-se: a pensão alimentícia não é um direito da mãe, mas sim um direito do filho!

As despesas extraordinárias também devem ser compartilhadas, garantindo que o filho tenha uma vida plena e com todas as suas necessidades atendidas. E, acima de tudo, não deixe de formalizar a pensão na justiça. Isso dá a segurança e a tranquilidade de que, em qualquer situação, os direitos do seu filho estarão protegidos.

Agora que você sabe o que o pai tem que pagar além da pensão, se você sente que o valor é insuficiente, não hesite em buscar seus direitos. Afinal, o bem-estar e o futuro do seu pequeno estão em jogo!


Fale com uma advogada sobre o seu caso

Este artigo foi escrito por Renata Almada de Andrade Iasbik, advogada de Direito de Família e Sucessões e sócia da Almada Andrade Advogados (OAB/MG 193.060 | OAB/SP 524.647).

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