<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Almada Andrade</title>
	<atom:link href="https://www.almadaandrade.com.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.almadaandrade.com.br/</link>
	<description>Sociedade de Advogados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 08 Sep 2025 20:18:43 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.8.2</generator>

<image>
	<url>https://www.almadaandrade.com.br/wp-content/uploads/2020/04/almada-andrade-sociedade-de-advogados-120x120.png</url>
	<title>Almada Andrade</title>
	<link>https://www.almadaandrade.com.br/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Justiça proíbe pais de expor excessivamente filhos nas redes sociais</title>
		<link>https://www.almadaandrade.com.br/sharenting/</link>
					<comments>https://www.almadaandrade.com.br/sharenting/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Almada de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2025 23:53:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[decisão]]></category>
		<category><![CDATA[exposição de menores]]></category>
		<category><![CDATA[sharenting]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.almadaandrade.com.br/?p=20606</guid>

					<description><![CDATA[<p>Justiça proíbe sharenting: pais não podem expor filhos em excesso nas redes sociais A Justiça do Acre tomou uma decisão inédita e significativa ao proibir um casal de expor excessivamente seu filho nas&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.almadaandrade.com.br/sharenting/">Justiça proíbe pais de expor excessivamente filhos nas redes sociais</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.almadaandrade.com.br">Almada Andrade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Justiça proíbe sharenting: pais não podem expor filhos em excesso nas redes sociais</h2>



<p>A <strong>Justiça do Acre</strong> tomou uma decisão inédita e significativa ao <strong>proibir um casal de expor excessivamente seu filho nas redes sociais</strong>, prática conhecida como <strong>sharenting</strong>. A sentença foi proferida pela 3ª Vara da Família de Rio Branco, que entendeu que a superexposição da criança viola direitos fundamentais como <strong>intimidade, imagem, honra e desenvolvimento psíquico</strong>.</p>



<p>Embora o caso específico tramite sob segredo de Justiça, a decisão acende um alerta sobre os&nbsp;<strong>limites da parentalidade digital</strong>&nbsp;e a responsabilidade legal dos pais quanto à presença online dos filhos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é sharenting?</h2>



<p><strong>Sharenting</strong>&nbsp;é a junção dos termos em inglês&nbsp;<em>share</em>&nbsp;(compartilhar) e&nbsp;<em>parenting</em>&nbsp;(parentalidade). O termo define o comportamento de pais e responsáveis que&nbsp;<strong>compartilham excessivamente fotos, vídeos e detalhes da vida dos filhos na internet</strong>, muitas vezes sem considerar as consequências dessa exposição.</p>



<p>Segundo o Tribunal de Justiça do Acre, o casal publicava conteúdos que iam&nbsp;<strong>além de registros familiares típicos</strong>, como comemorações ou momentos íntimos — o que configurou violação dos direitos da criança.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que diz a decisão?</h3>



<p>A Justiça proibiu a divulgação de qualquer conteúdo envolvendo o filho que ultrapasse o que seria considerado&nbsp;<strong>normal e respeitoso</strong>, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Imagens em excesso que exponham a intimidade da criança;</li>



<li>Publicações com informações pessoais ou emocionais sensíveis;</li>



<li>Qualquer conteúdo que explore ou exponha o vínculo familiar de forma indevida.</li>
</ul>



<p>Além disso, a sentença prevê&nbsp;<strong>multa em caso de descumprimento</strong>&nbsp;e até a possibilidade de&nbsp;<strong>revisão da guarda e do regime de convivência</strong>, caso a ordem seja desrespeitada.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Fundamentos jurídicos</h3>



<p>A decisão baseia-se em diversas normas de proteção à infância:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Art. 5º, inciso X, da Constituição Federal: garante o direito à intimidade e à imagem;</li>



<li>Art. 17 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente): assegura a proteção da identidade, integridade psíquica e moral;</li>



<li>Marco Civil da Internet e Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD): garantem a proteção de dados e privacidade, inclusive de menores de idade.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Sharenting pode gerar responsabilização?</h2>



<p>Sim. O sharenting, dependendo do caso, pode configurar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Violação ao direito de imagem da criança</strong>;</li>



<li><strong>Dano moral</strong>, passível de indenização;</li>



<li><strong>Negligência parental</strong>, que pode acarretar <strong>interferência judicial no poder familiar</strong>.</li>
</ul>



<p>Além da <strong>responsabilidade civil</strong>, o Judiciário tem reconhecido que <strong>a superexposição reiterada compromete o desenvolvimento emocional da criança</strong>, que pode crescer sem o direito de escolher o que deseja tornar público sobre si mesma.</p>



<p>Registrar momentos da infância e compartilhar com pessoas próximas não é um problema: o risco surge quando a frequência, o volume de informações e a intenção passam a se distanciar do <strong>melhor interesse da criança</strong>.</p>



<p>Muitos pais, sem perceber, transformam a imagem dos filhos em <strong>ativos digitais</strong>, utilizados para validação social, engajamento em redes ou até monetização.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Conclusão</h3>



<p>A decisão da Justiça do Acre mostra que o sharenting <strong>deixou de ser apenas um comportamento social comum e passou a ser uma questão jurídica relevante</strong>. Proteger a criança vai além da alimentação e educação, envolve também preservar sua imagem, intimidade e autonomia desde os primeiros anos de vida.</p>



<p>Se você compartilha fotos de filhos nas redes sociais, é hora de refletir:&nbsp;<strong>qual o limite entre o afeto e a exposição?</strong></p>



<p>Pais e responsáveis têm o dever legal e moral de garantir que o uso da imagem dos filhos&nbsp;<strong>não ultrapasse o respeito aos seus direitos fundamentais</strong>.</p>



<p><strong>Tem dúvidas sobre sharenting, guarda ou direitos da criança?</strong></p>



<p>Fale com nosso escritório. Estamos preparados para orientar você sobre proteção digital, responsabilidade parental e segurança jurídica da família.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Entre em contato com nosso escritório</h3>



<p>Se ainda ficou alguma dúvida e você precisa da ajuda de um advogado,<strong><a href="https://wa.me/5532999952049"> entre em contato</a></strong> conosco. Durante a consulta jurídica você poderá discutir suas preocupações específicas. <strong><a href="https://wa.me/5532999952049">Agende agora</a></strong> sua consulta presencial ou online. </p>



<p>Estamos localizados em Muriaé, Minas Gerais, mas atendemos online clientes de todo o Brasil e até do exterior. Se necessário, contamos com parceiros espalhados por&nbsp;todo&nbsp;o&nbsp;país.</p>



<p>Você também pode acompanhar mais conteúdos de Direito de Família no meu Instagram, <strong><a href="https://www.instagram.com/renataalmada/">@renataalmada.</a></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Contatos</h3>



<p>E-mail: <a href="mailto:contato@almadaandrade.com.br">contato@almadaandrade.com.br</a></p>



<p>Telefone/WhatsApp: <a href="https://wa.me/5532999952049" target="_blank" rel="noreferrer noopener">(32) 9 9995-2049</a></p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://www.almadaandrade.com.br/sharenting/">Justiça proíbe pais de expor excessivamente filhos nas redes sociais</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.almadaandrade.com.br">Almada Andrade</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.almadaandrade.com.br/sharenting/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Bens da atual esposa podem pagar pensão alimentícia atrasada</title>
		<link>https://www.almadaandrade.com.br/bens-da-atual-pensao-alimenticia/</link>
					<comments>https://www.almadaandrade.com.br/bens-da-atual-pensao-alimenticia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Almada de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2025 23:29:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[Direito Imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[execução de alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[pensão alimentícia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.almadaandrade.com.br/?p=20603</guid>

					<description><![CDATA[<p>STJ autoriza uso de bens da atual companheira para quitar pensão alimentícia atrasada O&#160;Superior Tribunal de Justiça (STJ)&#160;decidiu que&#160;bens adquiridos durante união estável ou casamento em regime de comunhão de&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.almadaandrade.com.br/bens-da-atual-pensao-alimenticia/">Bens da atual esposa podem pagar pensão alimentícia atrasada</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.almadaandrade.com.br">Almada Andrade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">STJ autoriza uso de bens da atual companheira para quitar pensão alimentícia atrasada</h2>



<p>O&nbsp;<strong>Superior Tribunal de Justiça (STJ)</strong>&nbsp;decidiu que&nbsp;<strong>bens adquiridos durante união estável ou casamento em regime de comunhão de bens podem ser usados para quitar pensão alimentícia em atraso</strong>, mesmo que estejam registrados apenas no nome da atual companheira ou esposa do devedor.</p>



<p>A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Especial nº 1.830.735/RS e cria um precedente importante, que reforça o direito das crianças à pensão e combate tentativas de ocultação de patrimônio.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que foi decidido?</h3>



<p>O STJ entendeu que, quando o casal vive em regime de&nbsp;<strong>comunhão parcial ou universal de bens</strong>, o patrimônio construído durante a convivência é considerado&nbsp;<strong>comum</strong>. Portanto,&nbsp;<strong>esses bens podem ser usados para garantir o pagamento de pensão alimentícia de filhos de relacionamentos anteriores</strong>.</p>



<p>Mesmo que o bem (como um carro, imóvel ou saldo bancário) <strong>esteja em nome da nova companheira ou esposa</strong>, ele pode ser atingido judicialmente se ficar comprovado que foi <strong>adquirido na constância da união</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Por que a decisão é relevante?</h3>



<p>Essa interpretação&nbsp;<strong>protege os direitos da criança ou adolescente</strong>, evitando que o genitor inadimplente se&nbsp;<strong>esconda atrás do nome da nova companheira para fugir da obrigação alimentar</strong>.</p>



<p>A pensão alimentícia tem natureza prioritária no Direito Brasileiro, pois está diretamente ligada à&nbsp;<strong>sobrevivência e dignidade dos filhos</strong>. O STJ reforçou que, em caso de união com regime de comunhão,&nbsp;<strong>não há blindagem patrimonial possível</strong>&nbsp;quanto às dívidas alimentares.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que diz a lei sobre isso?</h3>



<p>Nos regimes de&nbsp;<strong>comunhão parcial ou universal de bens</strong>,&nbsp;<strong>todo patrimônio adquirido durante a união pertence a ambos os parceiros</strong>, salvo exceções legais (como heranças e doações com cláusula de incomunicabilidade).</p>



<p>Por isso, a Justiça entende que, se o patrimônio é comum,&nbsp;<strong>também deve responder por obrigações comuns ou assumidas individualmente, mas com reflexos sobre o núcleo familiar</strong>, como é o caso da pensão de filhos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">E se o bem for exclusivamente da atual companheira?</h3>



<p>Se o bem foi adquirido&nbsp;<strong>antes da união</strong>&nbsp;ou for&nbsp;<strong>herança ou doação particular</strong>, ele&nbsp;<strong>não pode ser penhorado</strong>. No entanto, será necessário&nbsp;<strong>comprovar documentalmente</strong>&nbsp;a origem e a natureza exclusiva do bem.</p>



<p>Nos demais casos, a Justiça pode autorizar bloqueio ou penhora, mesmo que o bem esteja&nbsp;<strong>formalmente em nome da nova companheira</strong>, desde que se comprove que foi adquirido com recursos comuns durante a união.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Conclusão</h3>



<p>A decisão do STJ traz um recado claro:&nbsp;<strong>não é possível proteger patrimônio construído em união estável ou casamento quando há pensão alimentícia em atraso</strong>. O direito da criança e do adolescente à subsistência&nbsp;<strong>prevalece sobre manobras patrimoniais</strong>.</p>



<p>Se você está envolvido em uma situação parecida, seja como credor de pensão ou como parte de um casal em regime de comunhão, é fundamental buscar <strong>orientação jurídica especializada</strong>. Com planejamento e análise adequada, é possível <strong>evitar riscos e agir dentro da legalidade</strong>.</p>



<p><strong>Precisa de ajuda para garantir o pagamento de pensão ou proteger seu patrimônio familiar?</strong></p>



<p>Fale com nosso escritório e agende uma consulta. Atuamos com firmeza na defesa dos direitos da criança e na segurança jurídica dos casais.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Entre em contato com nosso escritório</h3>



<p>Se ainda ficou alguma dúvida e você precisa da ajuda de um advogado,<strong><a href="https://wa.me/5532999952049"> entre em contato</a></strong> conosco. Durante a consulta jurídica você poderá discutir suas preocupações específicas. <strong><a href="https://wa.me/5532999952049">Agende agora</a></strong> sua consulta presencial ou online. </p>



<p>Estamos localizados em Muriaé, Minas Gerais, mas atendemos online clientes de todo o Brasil e até do exterior. Se necessário, contamos com parceiros espalhados por&nbsp;todo&nbsp;o&nbsp;país.</p>



<p>Você também pode acompanhar mais conteúdos de Direito de Família no meu Instagram, <strong><a href="https://www.instagram.com/renataalmada/">@renataalmada.</a></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Contatos</h3>



<p>E-mail: <a href="mailto:contato@almadaandrade.com.br">contato@almadaandrade.com.br</a></p>



<p>Telefone/WhatsApp: <a href="https://wa.me/5532999952049" target="_blank" rel="noreferrer noopener">(32) 9 9995-2049</a></p>
<p>O post <a href="https://www.almadaandrade.com.br/bens-da-atual-pensao-alimenticia/">Bens da atual esposa podem pagar pensão alimentícia atrasada</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.almadaandrade.com.br">Almada Andrade</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.almadaandrade.com.br/bens-da-atual-pensao-alimenticia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cônjuge pode ter bens pesquisados em execução? Entenda os riscos da comunhão parcial</title>
		<link>https://www.almadaandrade.com.br/conjuge-bens-pesquisados-em-execucao/</link>
					<comments>https://www.almadaandrade.com.br/conjuge-bens-pesquisados-em-execucao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Almada de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2025 20:26:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[dívidas]]></category>
		<category><![CDATA[regime de bens]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.almadaandrade.com.br/?p=20600</guid>

					<description><![CDATA[<p>TJ/SP autoriza pesquisa de bens da esposa do devedor: saiba o que diz a decisão e os riscos da comunhão parcial de bens A&#160;21ª Câmara de Direito Privado do Tribunal&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.almadaandrade.com.br/conjuge-bens-pesquisados-em-execucao/">Cônjuge pode ter bens pesquisados em execução? Entenda os riscos da comunhão parcial</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.almadaandrade.com.br">Almada Andrade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><br>TJ/SP autoriza pesquisa de bens da esposa do devedor: saiba o que diz a decisão e os riscos da comunhão parcial de bens</h2>



<p>A&nbsp;<strong>21ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP)</strong>&nbsp;decidiu, de forma unânime, que é possível a&nbsp;<strong>pesquisa de bens em nome da esposa de um executado</strong>, mesmo que ela&nbsp;<strong>não integre diretamente o processo de execução</strong>, desde que o casal seja casado sob o regime de&nbsp;<strong>comunhão parcial de bens</strong>.</p>



<p>A decisão foi tomada no âmbito de uma&nbsp;<strong>execução de título extrajudicial movida pelo CCB Brasil &#8211; China Construction Bank</strong>, e tem chamado atenção pelo impacto patrimonial que pode alcançar cônjuges em processos judiciais.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que motivou a decisão?</h3>



<p>O banco exequente solicitou autorização para realizar&nbsp;<strong>pesquisas de bens via sistemas como Renajud, Infojud e Sisbajud</strong>, buscando patrimônio que possa ser alcançado pela execução, uma vez que o casal é casado sob o regime de&nbsp;<strong>comunhão parcial de bens</strong>.</p>



<p>A decisão de&nbsp;<strong>1ª instância havia negado o pedido</strong>, sob o argumento de que&nbsp;<strong>não existe solidariedade entre cônjuges</strong>&nbsp;e que tal medida violaria o&nbsp;<strong>direito ao contraditório e à ampla defesa</strong>&nbsp;da esposa, que não é parte da ação.</p>



<p>No entanto, ao analisar o recurso, o&nbsp;<strong>desembargador Miguel Petroni Neto</strong>, relator do caso, reformou a decisão, destacando que&nbsp;<strong>é legítima a investigação de bens do cônjuge</strong>&nbsp;quando existe&nbsp;<strong>comunhão parcial</strong>&nbsp;e, portanto,&nbsp;<strong>possibilidade de meação sobre o patrimônio adquirido durante o casamento</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Fundamento legal: artigo 790, IV, do CPC</h3>



<p>O relator baseou sua decisão no&nbsp;<strong>art. 790, inciso IV, do Código de Processo Civil</strong>, que autoriza a responsabilização patrimonial do cônjuge&nbsp;<strong>quando seus bens próprios ou da meação podem ser atingidos para o pagamento da dívida</strong>.</p>



<p>Além disso, reforçou que&nbsp;<strong>a simples pesquisa de bens não configura violação de direitos</strong>, e que eventual bloqueio indevido, como em salários ou bens particulares,&nbsp;<strong>pode ser contestado posteriormente pela parte atingida</strong>, com os devidos meios legais.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que é a comunhão parcial de bens?</h3>



<p>A&nbsp;<strong>comunhão parcial de bens</strong>&nbsp;é o regime legal padrão no Brasil, adotado automaticamente quando os cônjuges não escolhem outro regime ao se casar. Nele,&nbsp;<strong>todos os bens adquiridos durante o casamento são comuns ao casal</strong>, ainda que estejam registrados em nome de apenas um dos cônjuges.</p>



<p>Por isso, em processos de execução,&nbsp;<strong>os bens adquiridos após o casamento podem ser parcialmente alcançados</strong>&nbsp;para pagamento de dívidas contraídas&nbsp;<strong>individualmente</strong>&nbsp;por um dos cônjuges,&nbsp;<strong>salvo exceções legais</strong>, como heranças, doações com cláusula de incomunicabilidade ou bens adquiridos antes do casamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Riscos de não planejar o regime de bens</h2>



<p>A decisão do TJ/SP evidencia um ponto fundamental: <strong>muitos casais se casam </strong><a href="https://www.almadaandrade.com.br/como-fazer-um-pacto-antenupcial-em-poucos-passos/"><strong>sem planejamento patrimonial</strong>, </a>acreditando que somente o patrimônio individual será protegido. No entanto, o regime de bens <strong>define a extensão do risco financeiro compartilhado no casamento</strong>.</p>



<p>É comum que casais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Casem sem consultar advogado</strong>;</li>



<li><strong>Abram empresas ou adquiram imóveis sem planejamento jurídico</strong>;</li>



<li><strong>Façam acordos verbais ou informais, sem respaldo legal</strong>.</li>
</ul>



<p>Esse comportamento pode resultar em&nbsp;<strong>consequências jurídicas graves</strong>, como penhora de bens comuns ou até bloqueio de valores depositados em contas conjuntas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como se proteger?</h2>



<p>Para proteger seu patrimônio em relações conjugais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Avalie, com um advogado, <strong>qual regime de bens é mais adequado</strong> à sua realidade;</li>



<li>Registre <strong>contratos de convivência</strong> ou <strong><a href="https://www.almadaandrade.com.br/acordo-pre-nupcial/">pactos antenupciais</a></strong> em cartório;</li>



<li>Formalize a divisão de bens em caso de dissolução da união;</li>



<li>Tenha <strong>consciência patrimonial ativa</strong>, especialmente em relações com histórico financeiro ou empresarial complexo.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Conclusão</h3>



<p>A decisão do TJ/SP de&nbsp;<strong>autorizar a pesquisa de bens da esposa do devedor</strong>&nbsp;reforça a importância do regime de bens no casamento. A&nbsp;<strong>comunhão parcial</strong>, adotada automaticamente na maioria dos casamentos,&nbsp;<strong>não protege integralmente o patrimônio de um dos cônjuges</strong>, e pode permitir que&nbsp;<strong>bens da família sejam alcançados em ações judiciais contra apenas um dos cônjuges</strong>.</p>



<p>Se você deseja proteger seus bens ou está envolvido em um processo de execução,&nbsp;<strong>procure a orientação de um advogado especializado em Direito de Família e Patrimonial</strong>. O planejamento preventivo é o melhor caminho para evitar surpresas desagradáveis no futuro.</p>



<p><strong>Precisa proteger seu patrimônio ou revisar seu regime de bens?</strong></p>



<p>Agende uma consulta com nosso escritório e receba orientação estratégica e segura para seu caso.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Entre em contato com nosso escritório</h3>



<p>Se ainda ficou alguma dúvida e você precisa da ajuda de um advogado,<strong><a href="https://wa.me/5532999952049"> entre em contato</a></strong> conosco. Durante a consulta jurídica você poderá discutir suas preocupações específicas. <strong><a href="https://wa.me/5532999952049">Agende agora</a></strong> sua consulta presencial ou online. </p>



<p>Estamos localizados em Muriaé, Minas Gerais, mas atendemos online clientes de todo o Brasil e até do exterior. Se necessário, contamos com parceiros espalhados por&nbsp;todo&nbsp;o&nbsp;país.</p>



<p>Você também pode acompanhar mais conteúdos de Direito de Família no meu Instagram, <strong><a href="https://www.instagram.com/renataalmada/">@renataalmada.</a></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Contatos</h3>



<p>E-mail: <a href="mailto:contato@almadaandrade.com.br">contato@almadaandrade.com.br</a></p>



<p>Telefone/WhatsApp: <a href="https://wa.me/5532999952049" target="_blank" rel="noreferrer noopener">(32) 9 9995-2049</a></p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://www.almadaandrade.com.br/conjuge-bens-pesquisados-em-execucao/">Cônjuge pode ter bens pesquisados em execução? Entenda os riscos da comunhão parcial</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.almadaandrade.com.br">Almada Andrade</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.almadaandrade.com.br/conjuge-bens-pesquisados-em-execucao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Acordo verbal sobre guarda e visitas: é válido? Saiba os riscos e como formalizar</title>
		<link>https://www.almadaandrade.com.br/acordo-verbal-sobre-guarda-e-visitas-e-valido-saiba-os-riscos-e-como-formalizar/</link>
					<comments>https://www.almadaandrade.com.br/acordo-verbal-sobre-guarda-e-visitas-e-valido-saiba-os-riscos-e-como-formalizar/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Almada de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 May 2025 02:10:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[convivência]]></category>
		<category><![CDATA[guarda]]></category>
		<category><![CDATA[pensão alimentícia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.almadaandrade.com.br/?p=20569</guid>

					<description><![CDATA[<p>Fiz um acordo verbal sobre guarda e visitas: e agora? Entenda os riscos e a importância de formalizar Quando pais se separam, é comum tentarem manter uma boa convivência, principalmente&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.almadaandrade.com.br/acordo-verbal-sobre-guarda-e-visitas-e-valido-saiba-os-riscos-e-como-formalizar/">Acordo verbal sobre guarda e visitas: é válido? Saiba os riscos e como formalizar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.almadaandrade.com.br">Almada Andrade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><br>Fiz um acordo verbal sobre guarda e visitas: e agora? Entenda os riscos e a importância de formalizar</h2>



<p>Quando pais se separam, é comum tentarem manter uma boa convivência, principalmente em nome do bem-estar dos filhos. Muitas vezes, fazem um&nbsp;<strong>acordo verbal sobre guarda e convivência (visitas)</strong>, acreditando que o bom senso será suficiente para manter a harmonia. Mas será que isso é seguro?</p>



<p>Neste artigo, vamos explicar por que <strong><a href="https://www.almadaandrade.com.br/acordo-de-boca-nao-serve-pra-cobrar-pensao-alimenticia-atrasada/">acordos verbais sobre pensão alimentícia</a>, guarda e visitas não garantem proteção jurídica</strong> e como você pode formalizar esses combinados de forma segura, seja pela via judicial ou extrajudicial.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Acordo verbal sobre guarda tem validade legal?</h2>



<p><strong>Não. Acordo verbal não tem força executiva perante a Justiça.</strong>&nbsp;Isso significa que, se uma das partes descumprir o combinado,&nbsp;<strong>não haverá como obrigá-la judicialmente a cumprir o acordo</strong>, pois&nbsp;<strong>não existe um documento legal válido para ser executado</strong>.</p>



<p>Mesmo que o casal esteja em boa sintonia no momento da separação, a situação pode mudar. Conflitos, interferências de terceiros e novas relações podem gerar discordâncias que antes pareciam impossíveis. Nessas situações, o filho pode acabar sendo&nbsp;<strong>instrumento de disputa</strong>, o que pode causar danos emocionais graves à criança ou adolescente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Caso real: pai não devolveu a filha e a polícia não pôde intervir</h2>



<p>Um exemplo concreto ilustra bem o problema: um pai pegou a filha no horário combinado, mas <strong>não a devolveu conforme o acordado verbalmente</strong>. A mãe, desesperada, procurou a polícia. No entanto, <strong><a href="https://www.almadaandrade.com.br/a-importancia-de-um-acordo-de-convivencia-entre-pais-e-filhos/">sem um documento </a>que formalizasse a guarda materna ou os horários de convivência</strong>, a autoridade policial <strong>não pôde fazer nada</strong>, já que a criança estava com um dos genitores e não havia sinais de risco imediato.</p>



<p>Esse tipo de situação poderia ser evitado com um&nbsp;<strong>acordo judicialmente homologado</strong>, que permitiria, inclusive, a solicitação de&nbsp;<strong>apoio policial ou uma ação de busca e apreensão</strong>, caso o combinado fosse descumprido.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que formalizar o acordo é tão importante?</h2>



<p>A formalização legal da guarda, visitas e pensão alimentícia:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Garante segurança jurídica</strong> para ambas as partes;</li>



<li><strong>Protege a criança</strong> de situações de instabilidade emocional e insegurança;</li>



<li><strong>Evita litígios futuros</strong>, facilitando a convivência entre os pais;</li>



<li><strong>Permite a execução judicial</strong> em caso de descumprimento;</li>



<li><strong>Previne manipulações e abusos</strong>, intencionais ou não.</li>
</ul>



<p>Mesmo em casos de consenso e clima amigável, é fundamental formalizar os acordos — seja por escritura pública em cartório (via extrajudicial) ou por meio de processo consensual no Judiciário.</p>



<h2 class="wp-block-heading">E se houver resistência em formalizar?</h2>



<p>Um forte&nbsp;<strong>sinal de alerta</strong>&nbsp;é quando um dos pais&nbsp;<strong>se recusa a assinar o que ele mesmo propôs verbalmente</strong>. Isso geralmente indica que&nbsp;<strong>não há real intenção de cumprir o combinado</strong>, e que a informalidade pode ser usada como desculpa para futuras manobras.</p>



<p>Como diz o ditado:&nbsp;<em>“Se é isso mesmo que você quer, assina aqui.”</em>&nbsp;Se há boa-fé e verdadeiro interesse no bem-estar do filho,&nbsp;<strong>não há motivo para evitar a formalização</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Acordo verbal: o que pode acontecer?</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>O outro genitor <strong>pode não devolver a criança</strong> e não há base legal imediata para buscar ajuda;</li>



<li>O pai ou mãe pode <strong>ingressar com pedido de guarda judicial</strong>, usando argumentos unilaterais e, na ausência de prova contrária, <strong>conseguir uma decisão favorável</strong>;</li>



<li>A falta de rotina e estrutura para a criança pode gerar <strong>danos emocionais e psicológicos</strong> no seu desenvolvimento.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Conclusão</h2>



<p><strong>Acordos verbais sobre guarda e convivência não protegem ninguém: nem os pais, nem os filhos.</strong> A única forma segura de garantir que os direitos e deveres de todos serão respeitados é <strong>formalizar legalmente esses acordos</strong>.</p>



<p>Se você passou por uma separação e tem filhos menores, <strong>procure orientação jurídica especializada</strong> o quanto antes. O custo de não formalizar pode ser muito maior para sua tranquilidade e, principalmente, para o equilíbrio emocional do seu filho.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Entre em contato com nosso escritório</h3>



<p>Se ainda ficou alguma dúvida e você precisa da ajuda de um advogado,<strong><a href="https://wa.me/5532999952049"> entre em contato</a></strong> conosco. Durante a consulta jurídica você poderá discutir suas preocupações específicas. <strong><a href="https://wa.me/5532999952049">Agende agora</a></strong> sua consulta presencial ou online. </p>



<p>Estamos localizados em Muriaé, Minas Gerais, mas atendemos online clientes de todo o Brasil e até do exterior. Se necessário, contamos com parceiros espalhados por&nbsp;todo&nbsp;o&nbsp;país.</p>



<p>Você também pode acompanhar mais conteúdos de Direito de Família no meu Instagram, <strong><a href="https://www.instagram.com/renataalmada/">@renataalmada.</a></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Contatos</h3>



<p>E-mail: <a href="mailto:contato@almadaandrade.com.br">contato@almadaandrade.com.br</a></p>



<p>Telefone/WhatsApp: <a href="https://wa.me/5532999952049" target="_blank" rel="noreferrer noopener">(32) 9 9995-2049</a></p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://www.almadaandrade.com.br/acordo-verbal-sobre-guarda-e-visitas-e-valido-saiba-os-riscos-e-como-formalizar/">Acordo verbal sobre guarda e visitas: é válido? Saiba os riscos e como formalizar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.almadaandrade.com.br">Almada Andrade</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.almadaandrade.com.br/acordo-verbal-sobre-guarda-e-visitas-e-valido-saiba-os-riscos-e-como-formalizar/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>STF: Licença-paternidade começa na alta hospitalar do bebê</title>
		<link>https://www.almadaandrade.com.br/licenca-paternidade/</link>
					<comments>https://www.almadaandrade.com.br/licenca-paternidade/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Almada de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 May 2025 16:05:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[decisões]]></category>
		<category><![CDATA[licença-paternidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.almadaandrade.com.br/?p=20566</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou recentemente um importante avanço na proteção à infância e à família: a contagem da licença-paternidade deve começar a partir da alta hospitalar do bebê, e não da&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.almadaandrade.com.br/licenca-paternidade/">STF: Licença-paternidade começa na alta hospitalar do bebê</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.almadaandrade.com.br">Almada Andrade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou recentemente um importante avanço na proteção à infância e à família: <strong>a contagem da licença-paternidade deve começar a partir da alta hospitalar do bebê</strong>, e não da data do nascimento. A decisão reflete o entendimento já aplicado à licença-maternidade, buscando <strong>garantir ao pai o direito de conviver com o filho recém-nascido nos primeiros dias em casa</strong>.</p>



<p>Neste artigo, explicamos os principais pontos da decisão, seus fundamentos constitucionais e o que ela representa para os direitos dos pais e da criança.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que motivou a decisão do STF sobre a licença-paternidade?</h2>



<p>O caso teve origem no&nbsp;<strong>Distrito Federal</strong>, onde uma norma previa que a licença-paternidade para&nbsp;<strong>policiais penais</strong>&nbsp;deveria iniciar-se&nbsp;<strong>na data do nascimento ou adoção</strong>. O&nbsp;<strong>Tribunal de Justiça do DF (TJDFT)</strong>, no entanto, decidiu que o início da licença deveria seguir o mesmo critério aplicado à licença-maternidade:&nbsp;<strong>a alta hospitalar do recém-nascido ou da mãe, o que ocorresse por último</strong>.</p>



<p>O governo do DF recorreu ao STF, alegando que&nbsp;<strong>não havia previsão legal específica</strong>&nbsp;para alterar a contagem do prazo da licença-paternidade. Contudo, a&nbsp;<strong>2ª Turma do STF, por unanimidade, rejeitou o recurso</strong>&nbsp;e confirmou a decisão do TJDFT.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Fundamentos constitucionais da decisão da licença-paternidade</h2>



<p>O relator do caso,&nbsp;<strong>ministro André Mendonça</strong>, destacou que a&nbsp;<strong>licença-paternidade tem fundamento constitucional</strong>, com o objetivo de:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Promover a convivência do pai com o filho nos primeiros dias de vida</strong>;</li>



<li><strong>Apoiar a mãe nos cuidados iniciais com o recém-nascido</strong>;</li>



<li><strong>Fortalecer os laços familiares</strong> e a adaptação à nova rotina familiar.</li>
</ul>



<p>Para o ministro, contar a licença-paternidade a partir do nascimento&nbsp;<strong>prejudica o objetivo do benefício</strong>&nbsp;quando o bebê permanece internado, pois impede que o pai esteja presente durante os cuidados domiciliares iniciais.</p>



<p>Mendonça ainda citou precedente da&nbsp;<strong>ADIn 6.327</strong>, no qual o STF já havia decidido que a licença-maternidade também deve ter início com a alta hospitalar do bebê.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que muda na licença-paternidade?</h2>



<p>Com essa interpretação, o STF amplia o alcance do direito à licença-paternidade, ao equipará-la à licença-maternidade no que diz respeito ao <strong>termo inicial</strong>. A decisão vale especificamente para o caso julgado, mas <strong>cria um importante precedente</strong> para outras categorias profissionais e servidores públicos, além de reforçar a proteção constitucional à infância e à família.</p>



<p>O STF deixou claro que a&nbsp;<strong>ausência de previsão expressa na legislação não impede a aplicação do direito</strong>. A interpretação literal da norma, segundo o relator, poderia gerar&nbsp;<strong>desigualdade entre os papéis do pai e da mãe</strong>, contrariando os princípios da Constituição Federal, que prioriza a&nbsp;<strong>proteção integral da criança</strong>&nbsp;e o&nbsp;<strong>melhor interesse do menor</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Convivência e formação de vínculos</h2>



<p>O principal objetivo da licença-paternidade é proporcionar ao pai a oportunidade de:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Estar presente nos primeiros dias de vida do bebê</strong>;</li>



<li><strong>Ajudar a mãe na recuperação pós-parto e nos cuidados com a criança</strong>;</li>



<li><strong>Construir vínculos afetivos sólidos com o recém-nascido</strong>;</li>



<li><strong>Adaptar-se à nova dinâmica familiar com acolhimento e presença ativa</strong>.</li>
</ul>



<p>Quando a criança permanece hospitalizada, esse objetivo é prejudicado. Por isso, <strong>adiar o início da licença para a data da alta hospitalar é uma medida justa e compatível com os princípios constitucionais</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Conclusão</h2>



<p>A decisão do STF de considerar a&nbsp;<strong>alta hospitalar como o início da licença-paternidade</strong>&nbsp;representa um&nbsp;<strong>avanço significativo na valorização da paternidade e da convivência familiar</strong>. Trata-se de um passo importante para&nbsp;<strong>equiparar os direitos parentais</strong>&nbsp;e assegurar o&nbsp;<strong>melhor interesse da criança</strong>, que deve ter a presença dos pais em um momento tão sensível e importante.</p>



<p>Se você é servidor público ou trabalhador da iniciativa privada e tem dúvidas sobre seus direitos à licença-paternidade,&nbsp;<strong>procure orientação jurídica especializada</strong>. Com base na decisão do STF, é possível buscar a aplicação do mesmo entendimento em outras situações similares.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Entre em contato com nosso escritório</h3>



<p>Se ainda ficou alguma dúvida e você precisa da ajuda de um advogado,<strong><a href="https://wa.me/5532999952049"> entre em contato</a></strong> conosco. Durante a consulta jurídica você poderá discutir suas preocupações específicas. <strong><a href="https://wa.me/5532999952049">Agende agora</a></strong> sua consulta presencial ou online. </p>



<p>Estamos localizados em Muriaé, Minas Gerais, mas atendemos online clientes de todo o Brasil e até do exterior. Se necessário, contamos com parceiros espalhados por&nbsp;todo&nbsp;o&nbsp;país.</p>



<p>Você também pode acompanhar mais conteúdos de Direito de Família no meu Instagram, <strong><a href="https://www.instagram.com/renataalmada/">@renataalmada.</a></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Contatos</h3>



<p>E-mail: <a href="mailto:contato@almadaandrade.com.br">contato@almadaandrade.com.br</a></p>



<p>Telefone/WhatsApp: <a href="https://wa.me/5532999952049" target="_blank" rel="noreferrer noopener">(32) 9 9995-2049</a></p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://www.almadaandrade.com.br/licenca-paternidade/">STF: Licença-paternidade começa na alta hospitalar do bebê</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.almadaandrade.com.br">Almada Andrade</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.almadaandrade.com.br/licenca-paternidade/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Posso incluir meu enteado no plano de saúde?</title>
		<link>https://www.almadaandrade.com.br/posso-incluir-meu-enteado-no-plano-de-saude/</link>
					<comments>https://www.almadaandrade.com.br/posso-incluir-meu-enteado-no-plano-de-saude/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Almada de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Mar 2025 03:12:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[enteado]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.almadaandrade.com.br/?p=20387</guid>

					<description><![CDATA[<p>Pode o enteado ser incluído como dependente no plano de saúde do padrasto ou madrasta? Sim! O&#160;enteado ou enteada pode ser incluído como dependente no plano de saúde do padrasto&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.almadaandrade.com.br/posso-incluir-meu-enteado-no-plano-de-saude/">Posso incluir meu enteado no plano de saúde?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.almadaandrade.com.br">Almada Andrade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Pode o enteado ser incluído como dependente no plano de saúde do padrasto ou madrasta?</h2>



<p>Sim! O&nbsp;<strong>enteado ou enteada pode ser incluído como dependente no plano de saúde do padrasto ou madrasta</strong>, mesmo que&nbsp;<strong>não haja reconhecimento legal de filiação socioafetiva na certidão de nascimento</strong>. A inclusão é possível por se tratar de&nbsp;<strong>membro da entidade familiar</strong>, conforme entendimento consolidado em normas regulatórias e decisões judiciais.</p>



<p>A seguir, explicamos como funciona essa possibilidade, quais documentos são exigidos e o que fazer em caso de negativa do plano.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quem pode ser dependente no plano de saúde?</h2>



<p>De forma geral, os&nbsp;<strong>planos de saúde privados permitem a inclusão dos seguintes dependentes</strong>:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Cônjuge ou companheiro(a)</strong> — incluindo relações heterossexuais e homoafetivas, desde que haja comprovação da <strong>união estável ou casamento</strong>;</li>



<li><strong>Filhos, enteados e tutelados</strong> — mediante comprovação do vínculo familiar com o titular do plano.</li>
</ol>



<p>No caso do enteado, a&nbsp;<strong>inclusão como dependente é válida mesmo sem adoção formal</strong>, bastando a comprovação de que há&nbsp;<strong>união estável ou casamento</strong>&nbsp;entre o titular do plano e o pai ou mãe da criança.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como comprovar o vínculo com o enteado?</h2>



<p>A comprovação pode ser feita com os seguintes documentos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Certidão de nascimento do enteado</strong>;</li>



<li><strong>Certidão de casamento</strong> entre o titular do plano e o genitor da criança;</li>



<li>Ou, em caso de união estável, <strong>declaração registrada em cartório</strong>, escritura pública ou documentos que comprovem a convivência, como contas conjuntas, endereço comum, etc.</li>
</ul>



<p>Esses documentos demonstram que a criança&nbsp;<strong>integra o núcleo familiar</strong>&nbsp;do titular do plano, o que legitima sua inclusão como dependente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">E se o plano de saúde negar a inclusão?</h2>



<p>Caso o plano se recuse a incluir o enteado como dependente,&nbsp;<strong>mesmo com a documentação correta</strong>, essa negativa pode ser questionada judicialmente. Isso porque, segundo o entendimento jurídico predominante, o&nbsp;<strong>enteado é equiparado ao filho</strong>&nbsp;para fins de dependência em planos de saúde, desde que haja relação familiar comprovada.</p>



<p>A negativa pode ser considerada&nbsp;<strong>discriminatória e abusiva</strong>, contrariando os princípios do Código de Defesa do Consumidor e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que&nbsp;<strong>reconhecem o conceito ampliado de entidade familiar</strong>.</p>



<p>Nesses casos, é possível&nbsp;<strong>ingressar com ação judicial</strong>&nbsp;solicitando a inclusão do enteado no plano e, se necessário,&nbsp;<strong>pedindo indenização por danos morais</strong>&nbsp;em caso de prejuízos à saúde da criança.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Conclusão</h4>



<p>O&nbsp;<strong>enteado ou enteada pode, sim, ser incluído como dependente no plano de saúde do padrasto ou madrasta</strong>, desde que o vínculo familiar seja devidamente comprovado. A recusa indevida do plano pode ser questionada na Justiça, garantindo a proteção do direito à saúde da criança ou adolescente.</p>



<p>Se você está enfrentando dificuldades com a inclusão de um enteado no plano de saúde,&nbsp;<strong>busque orientação com um advogado especializado em Direito de Família e do Consumidor</strong>&nbsp;para garantir os seus direitos e os de sua família.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity sc_height_small"/>



<h2 class="wp-block-heading">Precisa de ajuda com a inclusão de dependente no plano de saúde?</h2>



<p>Entre em contato com nosso escritório e saiba como garantir esse direito com segurança jurídica.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Entre em contato com nosso escritório</h3>



<p>Se ainda ficou alguma dúvida e você precisa da ajuda de um advogado,<strong><a href="https://wa.me/5532999952049"> entre em contato</a></strong> conosco. Durante a consulta jurídica você poderá discutir suas preocupações específicas. <strong><a href="https://wa.me/5532999952049">Agende agora</a></strong> sua consulta presencial ou online. </p>



<p>Estamos localizados em Muriaé, Minas Gerais, mas atendemos online clientes de todo o Brasil e até do exterior. Se necessário, contamos com parceiros espalhados por&nbsp;todo&nbsp;o&nbsp;país.</p>



<p>Você também pode acompanhar mais conteúdos de Direito de Família no meu Instagram, <strong><a href="https://www.instagram.com/renataalmada/">@renataalmada.</a></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Contatos</h3>



<p>E-mail: <a href="mailto:contato@almadaandrade.com.br">contato@almadaandrade.com.br</a></p>



<p>Telefone/WhatsApp: <a href="https://wa.me/5532999952049" target="_blank" rel="noreferrer noopener">(32) 9 9995-2049</a></p>
<p>O post <a href="https://www.almadaandrade.com.br/posso-incluir-meu-enteado-no-plano-de-saude/">Posso incluir meu enteado no plano de saúde?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.almadaandrade.com.br">Almada Andrade</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.almadaandrade.com.br/posso-incluir-meu-enteado-no-plano-de-saude/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Abandono material: Quando o não pagamento da pensão configura crime</title>
		<link>https://www.almadaandrade.com.br/abandono-material-quando-o-nao-pagamento-da-pensao-configura-crime/</link>
					<comments>https://www.almadaandrade.com.br/abandono-material-quando-o-nao-pagamento-da-pensao-configura-crime/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Almada de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Mar 2025 03:01:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[abandono]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[pensão alimentícia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.almadaandrade.com.br/?p=20560</guid>

					<description><![CDATA[<p>O que é abandono material? ntenda o crime que levou à condenação de pai por falta de pensão O&#160;abandono material&#160;é uma conduta que vai além da negligência financeira — trata-se&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.almadaandrade.com.br/abandono-material-quando-o-nao-pagamento-da-pensao-configura-crime/">Abandono material: Quando o não pagamento da pensão configura crime</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.almadaandrade.com.br">Almada Andrade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">O que é abandono material? ntenda o crime que levou à condenação de pai por falta de pensão</h2>



<p>O&nbsp;<strong>abandono material</strong>&nbsp;é uma conduta que vai além da negligência financeira — trata-se de um&nbsp;<strong>crime previsto no Código Penal Brasileiro</strong>, relacionado ao descumprimento injustificado do dever de amparo e sustento familiar. Um caso recente em&nbsp;<strong>Minas Gerais</strong>&nbsp;reacendeu o debate sobre o tema, após um pai ser&nbsp;<strong>condenado criminalmente por deixar de pagar pensão alimentícia ao filho</strong>.</p>



<p>Neste artigo, explicamos&nbsp;<strong>o que é abandono material</strong>, quem pode ser vítima, quais as consequências legais e como a Justiça tem se posicionado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é abandono material?</h2>



<p>Segundo o artigo 244 do Código Penal, comete o crime de&nbsp;<strong>abandono material</strong>&nbsp;quem,&nbsp;<strong>sem justa causa</strong>, deixa de prover a subsistência de:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Cônjuge</strong>;</li>



<li><strong>Filho menor de 18 anos</strong> ou <strong>incapaz para o trabalho</strong>;</li>



<li><strong>Ascendente inválido</strong> ou com <strong>mais de 60 anos</strong>;</li>



<li>Ou <strong>beneficiário de pensão alimentícia</strong> fixada judicialmente.</li>
</ul>



<p>Ou seja, o abandono material&nbsp;<strong>não se limita ao não pagamento de pensão alimentícia</strong>, mas abrange qualquer situação em que uma pessoa legalmente obrigada&nbsp;<strong>omite-se, voluntariamente e sem motivo justificável</strong>, de garantir o sustento de um parente próximo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Caso real: pai condenado por abandono material</h2>



<p>Em Belo Horizonte, um homem foi&nbsp;<strong>condenado a um ano e três meses de prisão</strong>&nbsp;por não pagar a pensão alimentícia ao filho. Mesmo após ser preso por descumprir o acordo judicial e quitar parte da dívida, ele voltou a&nbsp;<strong>inadimplir os pagamentos nos meses seguintes</strong>, o que levou à reabertura do processo.</p>



<p>A Justiça considerou que o&nbsp;<strong>abandono foi sistemático e intencional</strong>, demonstrando que o pai, embora eventualmente fizesse promessas de pagamento,&nbsp;<strong>sumia por meses</strong>&nbsp;e deixava toda a responsabilidade financeira com a mãe da criança. A pena de prisão foi substituída pelo pagamento de&nbsp;<strong>dois salários-mínimos</strong>&nbsp;em favor do filho e pela&nbsp;<strong>prestação de serviços comunitários</strong>, por ser réu primário.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando o não pagamento da pensão configura crime?</h2>



<p>Nem toda inadimplência gera condenação criminal. Para que o&nbsp;<strong>abandono material</strong>&nbsp;seja caracterizado, é necessário que o não pagamento:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Seja voluntário</strong> e sem justa causa;</li>



<li><strong>Prolongue-se no tempo</strong>, demonstrando má-fé ou intenção de se eximir da responsabilidade;</li>



<li><strong>Cause prejuízo direto à subsistência do beneficiário</strong>, como no caso de crianças ou idosos.</li>
</ul>



<p>Se o devedor comprovar que&nbsp;<strong>não tem condições financeiras reais</strong>&nbsp;de efetuar os pagamentos — por exemplo, desemprego, doença ou situação grave comprovada — o ato&nbsp;<strong>não será considerado crime</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais as penalidades previstas?</h2>



<p>A pena para o crime de abandono material é de:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>1 a 4 anos de detenção</strong>, além de multa;</li>



<li>Em alguns casos, como o da decisão mineira, a pena pode ser substituída por medidas alternativas, como <strong>pagamento em dinheiro</strong> e <strong>prestação de serviços à comunidade</strong>, desde que o réu seja primário e preencha os requisitos legais.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Como evitar o abandono material?</h2>



<p>Se houver dificuldade financeira real, o responsável deve buscar,&nbsp;<strong>judicialmente</strong>, a&nbsp;<strong>revisão da pensão alimentícia</strong>, apresentando provas da sua condição.&nbsp;<strong>Ignorar a obrigação</strong>&nbsp;e deixar de cumprir o acordo ou decisão judicial pode levar a&nbsp;<strong>execução da dívida</strong>,&nbsp;<strong>prisão civil</strong>&nbsp;e até&nbsp;<strong>condenação criminal</strong>, como no caso analisado.</p>



<p>Além disso, manter a comunicação com o outro genitor e demonstrar&nbsp;<strong>esforços reais para contribuir</strong>&nbsp;com o sustento pode evitar consequências mais graves.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Conclusão</h4>



<p>O&nbsp;<strong>abandono material</strong>&nbsp;é uma violação grave dos deveres familiares e pode ter consequências&nbsp;<strong>penais, civis e sociais</strong>. O caso ocorrido em Minas Gerais serve de alerta para pais e responsáveis sobre a&nbsp;<strong>importância de cumprir as obrigações legais e afetivas com os filhos e demais familiares</strong>.</p>



<p>Se você enfrenta dificuldades ou dúvidas sobre pensão alimentícia ou dever de sustento,&nbsp;<strong>procure orientação com um advogado especializado em Direito de Família</strong>. Com o apoio jurídico correto, é possível encontrar caminhos legais que respeitem os direitos de todos os envolvidos.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity sc_height_small"/>



<h2 class="wp-block-heading">Precisa de orientação sobre pensão ou abandono material?</h2>



<p>Entre em contato com nosso escritório e agende uma consulta. Atuamos com responsabilidade e sensibilidade em casos de Direito de Família.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Entre em contato com nosso escritório</h3>



<p>Se ainda ficou alguma dúvida e você precisa da ajuda de um advogado,<strong><a href="https://wa.me/5532999952049"> entre em contato</a></strong> conosco. Durante a consulta jurídica você poderá discutir suas preocupações específicas. <strong><a href="https://wa.me/5532999952049">Agende agora</a></strong> sua consulta presencial ou online. </p>



<p>Estamos localizados em Muriaé, Minas Gerais, mas atendemos online clientes de todo o Brasil e até do exterior. Se necessário, contamos com parceiros espalhados por&nbsp;todo&nbsp;o&nbsp;país.</p>



<p>Você também pode acompanhar mais conteúdos de Direito de Família no meu Instagram, <strong><a href="https://www.instagram.com/renataalmada/">@renataalmada.</a></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Contatos</h3>



<p>E-mail: <a href="mailto:contato@almadaandrade.com.br">contato@almadaandrade.com.br</a></p>



<p>Telefone/WhatsApp: <a href="https://wa.me/5532999952049" target="_blank" rel="noreferrer noopener">(32) 9 9995-2049</a></p>
<p>O post <a href="https://www.almadaandrade.com.br/abandono-material-quando-o-nao-pagamento-da-pensao-configura-crime/">Abandono material: Quando o não pagamento da pensão configura crime</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.almadaandrade.com.br">Almada Andrade</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.almadaandrade.com.br/abandono-material-quando-o-nao-pagamento-da-pensao-configura-crime/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>União estável virtual existe?</title>
		<link>https://www.almadaandrade.com.br/uniao-estavel-virtual-existe/</link>
					<comments>https://www.almadaandrade.com.br/uniao-estavel-virtual-existe/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Almada de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Mar 2025 02:55:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[contrato de namoro]]></category>
		<category><![CDATA[união estável]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.almadaandrade.com.br/?p=20553</guid>

					<description><![CDATA[<p>Justiça reconhece união estável virtual: saiba o que muda e os cuidados necessários Com o avanço das tecnologias e a intensificação dos relacionamentos à distância, especialmente após a pandemia, uma&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.almadaandrade.com.br/uniao-estavel-virtual-existe/">União estável virtual existe?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.almadaandrade.com.br">Almada Andrade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Justiça reconhece união estável virtual: saiba o que muda e os cuidados necessários</h2>



<p>Com o avanço das tecnologias e a intensificação dos relacionamentos à distância, especialmente após a pandemia, uma nova questão jurídica tem ganhado espaço nos tribunais brasileiros:&nbsp;<strong>a união estável virtual</strong>. Mas afinal, o que caracteriza esse tipo de relação e quais os riscos e cuidados envolvidos?</p>



<p>Neste artigo, você vai entender como a Justiça tem se posicionado, quais são os critérios legais, os limites da lei atual e como proteger juridicamente um relacionamento digital.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é união estável virtual?</h2>



<p>A&nbsp;<strong>união estável virtual</strong>&nbsp;é uma relação afetiva mantida&nbsp;<strong>exclusivamente por meios digitais</strong>, sem convivência física, mas com indícios de&nbsp;<strong>publicidade, estabilidade, continuidade e objetivo de constituição de família</strong>&nbsp;— requisitos tradicionais da união estável no Código Civil.</p>



<p>Essa forma de relacionamento ganhou destaque após um caso inédito julgado em 2022 pelo <strong>Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS)</strong>, que <a href="https://www.almadaandrade.com.br/evite-problemas-entenda-o-processo-de-uniao-estavel/">reconheceu a união estável entre dois homens</a> que mantinham um relacionamento online por dois anos, mesmo sem nunca terem se encontrado pessoalmente. A decisão foi baseada em <strong>trocas de mensagens, redes sociais e testemunhos</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que diz a lei sobre esse tipo de união?</h2>



<p>O Código Civil&nbsp;<strong>não prevê expressamente a união estável virtual</strong>, o que gera&nbsp;<strong>insegurança jurídica</strong>&nbsp;e divergência de entendimentos nos tribunais. Embora a&nbsp;<strong>coabitação física não seja obrigatória</strong>&nbsp;para configurar uma união estável, ela ainda é amplamente utilizada como&nbsp;<strong>critério probatório</strong>.</p>



<p>Assim, mesmo com decisões favoráveis, o entendimento predominante é de que o relacionamento virtual, por si só,&nbsp;<strong>não constitui automaticamente uma entidade familiar</strong>&nbsp;— especialmente quando não fica clara a&nbsp;<strong>intenção mútua de constituir família</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Namoro virtual x união estável virtual: qual a diferença?</h2>



<p>A&nbsp;<strong>linha entre namoro e união estável</strong>&nbsp;é tênue — e ainda mais tênue no ambiente virtual. A grande diferença está no&nbsp;<strong>propósito</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Namoro virtual</strong>: vínculo afetivo, ainda que duradouro, <strong>sem intenção formal de constituir família</strong>;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>União estável virtual</strong>: relação afetiva <strong>com publicidade, estabilidade e a clara intenção de vida em comum familiar</strong>.</li>
</ul>



<p>Por isso,&nbsp;<strong>apenas o tempo e as provas de convivência afetiva não bastam</strong>&nbsp;— é preciso demonstrar que o casal se considera uma família, mesmo sem morar junto.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como evitar problemas: contrato de namoro ou escritura pública?</h2>



<p>Com a indefinição legal, surgem&nbsp;<strong>dois caminhos preventivos</strong>&nbsp;para casais virtuais:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.almadaandrade.com.br/como-funciona-o-contrato-de-namoro/"><strong>Contrato de namoro</strong> </a>– Serve para declarar que a relação <strong>não possui caráter familiar</strong>, afastando presunções de união estável. É recomendado para evitar futuras disputas patrimoniais.</li>



<li><strong>Escritura pública de união estável</strong> – Formaliza a relação como união estável, com regras patrimoniais e reconhecimento legal. É válida mesmo para casais que não moram juntos.</li>
</ol>



<p>Ambos os documentos devem ser elaborados com orientação jurídica adequada, para garantir validade e segurança.</p>



<h2 class="wp-block-heading">E no cenário internacional?</h2>



<p>Em países da&nbsp;<strong>União Europeia</strong>, muitos reconhecem&nbsp;<strong>uniões civis ou parcerias registradas</strong>, com direitos similares ao casamento. No entanto,&nbsp;<strong>uniões formadas exclusivamente online ainda não possuem aceitação ampla</strong>, e as legislações variam bastante.</p>



<p>O Brasil, ao reconhecer uniões estáveis virtuais em decisões pontuais, dá um&nbsp;<strong>passo à frente</strong>, mas ainda carece de&nbsp;<strong>normatização clara</strong>, o que deixa os casais à mercê da interpretação judicial de cada caso.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Conclusão</h4>



<p>A&nbsp;<strong>união estável virtual já é uma realidade para muitos casais</strong>, mas ainda enfrenta&nbsp;<strong>desafios legais e falta de regulamentação no Brasil</strong>. Embora haja decisões favoráveis, não há garantia de reconhecimento automático, o que pode gerar insegurança em caso de separação, falecimento ou divisão de bens.</p>



<p>Se você mantém um relacionamento exclusivamente virtual e deseja garantir segurança jurídica,&nbsp;<strong>é fundamental buscar orientação de um advogado especializado em Direito de Família</strong>. Só assim será possível entender os riscos e formalizar o relacionamento da forma mais adequada à sua realidade.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">Quer proteger seu relacionamento virtual?</h2>



<p>Entre em contato com nosso escritório e receba orientação jurídica personalizada para seu caso. Segurança legal também se aplica ao amor digital.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Entre em contato com nosso escritório</h3>



<p>Se ainda ficou alguma dúvida e você precisa da ajuda de um advogado,<strong><a href="https://wa.me/5532999952049"> entre em contato</a></strong> conosco. Durante a consulta jurídica você poderá discutir suas preocupações específicas. <strong><a href="https://wa.me/5532999952049">Agende agora</a></strong> sua consulta presencial ou online. </p>



<p>Estamos localizados em Muriaé, Minas Gerais, mas atendemos online clientes de todo o Brasil e até do exterior. Se necessário, contamos com parceiros espalhados por&nbsp;todo&nbsp;o&nbsp;país.</p>



<p>Você também pode acompanhar mais conteúdos de Direito de Família no meu Instagram, <strong><a href="https://www.instagram.com/renataalmada/">@renataalmada.</a></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Contatos</h3>



<p>E-mail: <a href="mailto:contato@almadaandrade.com.br">contato@almadaandrade.com.br</a></p>



<p>Telefone/WhatsApp: <a href="https://wa.me/5532999952049" target="_blank" rel="noreferrer noopener">(32) 9 9995-2049</a></p>
<p>O post <a href="https://www.almadaandrade.com.br/uniao-estavel-virtual-existe/">União estável virtual existe?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.almadaandrade.com.br">Almada Andrade</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.almadaandrade.com.br/uniao-estavel-virtual-existe/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Com quem fica a guarda dos filhos se os pais morrerem?</title>
		<link>https://www.almadaandrade.com.br/guarda-dos-filhos-se-os-pais-morrerem/</link>
					<comments>https://www.almadaandrade.com.br/guarda-dos-filhos-se-os-pais-morrerem/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Almada de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Mar 2025 02:44:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito das Sucessões]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[guarda]]></category>
		<category><![CDATA[tutela]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.almadaandrade.com.br/?p=20440</guid>

					<description><![CDATA[<p>Com quem fica a guarda dos filhos se os pais morrerem? Veja o que diz a legislação brasileira Pensar na hipótese de falecer e deixar filhos menores de idade é&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.almadaandrade.com.br/guarda-dos-filhos-se-os-pais-morrerem/">Com quem fica a guarda dos filhos se os pais morrerem?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.almadaandrade.com.br">Almada Andrade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Com quem fica a guarda dos filhos se os pais morrerem? Veja o que diz a legislação brasileira</h2>



<p>Pensar na hipótese de falecer e deixar filhos menores de idade é doloroso, mas é uma&nbsp;<strong>realidade que precisa ser considerada com responsabilidade</strong>. Além do planejamento patrimonial, pais com filhos pequenos devem pensar também em&nbsp;<strong>quem ficará com a guarda das crianças caso os dois venham a falecer</strong>.</p>



<p>A legislação brasileira prevê regras claras sobre essa situação e, felizmente, é possível planejar juridicamente a tutela dos filhos, garantindo o bem-estar e a continuidade dos cuidados com eles. Neste artigo, explicamos&nbsp;<strong>como funciona a guarda em caso de falecimento dos pais</strong>&nbsp;e como você pode se preparar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Se apenas um dos pais falecer, quem fica com a guarda?</h2>



<p>Nesse caso, a&nbsp;<strong>guarda permanece com o genitor sobrevivente</strong>. O artigo 1.634 do Código Civil estabelece que o&nbsp;<strong>poder familiar</strong>&nbsp;é exercido por ambos os pais, mas, com a morte de um deles, o outro&nbsp;<strong>assume integralmente essa responsabilidade</strong>.</p>



<p>Contudo, essa regra possui&nbsp;<strong>exceções</strong>. Se o genitor sobrevivente não tiver condições de exercer a guarda (por motivo de incapacidade, ausência, abandono, entre outros), essa questão pode ser&nbsp;<strong>judicializada</strong>. O juiz, então, poderá decidir pela&nbsp;<strong>nomeação de um tutor</strong>, garantindo os direitos da criança ou adolescente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">E se os dois pais falecerem?</h2>



<p>Nesse cenário mais grave, a guarda dos filhos&nbsp;<strong>não é atribuída automaticamente a um familiar</strong>. A Justiça avaliará quem é a pessoa mais indicada para exercer a tutela da criança, com base no&nbsp;<strong>melhor interesse do menor</strong>.</p>



<p>Por isso, é fundamental que os pais&nbsp;<strong>deixem indicado, em testamento ou documento formal</strong>, quem desejam que assuma a guarda dos filhos, caso venham a falecer.</p>



<p>A lei prioriza:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Familiares consanguíneos</strong>, como avós, tios e irmãos maiores de idade;</li>



<li><strong>Pessoas indicadas pelos pais</strong> em testamento;</li>



<li><strong>Pessoas com vínculo afetivo comprovado</strong>, como padrastos, madrastas ou cuidadores.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading">É possível nomear um tutor em vida?</h2>



<p>Sim. Tanto o pai quanto a mãe podem&nbsp;<strong>indicar previamente, em testamento, quem será o tutor do(s) filho(s)</strong>&nbsp;em caso de falecimento de ambos. Essa indicação deve ser feita com orientação jurídica, de forma clara e fundamentada, para garantir validade legal e aplicação futura.</p>



<p>O tutor é responsável&nbsp;<strong>pela guarda, educação, saúde e cuidados gerais</strong>&nbsp;com a criança ou adolescente, até que atinja a maioridade ou tenha autonomia para se sustentar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">E se o genitor sobrevivente for inadequado?</h2>



<p>Quando o pai ou mãe sobrevivente é considerado <strong>inapto</strong> para cuidar da criança — seja por abandono, ausência, vício, violência, ou qualquer outro fator que comprometa a segurança e o bem-estar do menor —, é possível <strong>pedir judicialmente a destituição do poder familiar</strong>. Nesse caso, o juiz pode nomear <strong>outro familiar ou pessoa com vínculo afetivo</strong> para exercer a guarda.</p>



<h2 class="wp-block-heading">E o que é a guarda socioafetiva?</h2>



<p>A guarda socioafetiva ocorre quando, mesmo sem laço biológico, a criança desenvolve&nbsp;<strong>um vínculo profundo de afeto</strong>com alguém — como um padrasto, madrasta ou outro responsável.</p>



<p>Se a convivência for duradoura e for do interesse da criança, a Justiça pode&nbsp;<strong>reconhecer esse vínculo como legítimo</strong>&nbsp;e autorizar que essa pessoa assuma a guarda em caso de falecimento dos pais biológicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como incluir a guarda no planejamento sucessório?</h2>



<p>O ideal é que, ao realizar o planejamento sucessório, os pais pensem&nbsp;<strong>não só na distribuição do patrimônio</strong>, mas também em quem ficará responsável pelos filhos. Isso pode ser feito por meio de:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Testamento</strong> com <a href="https://www.almadaandrade.com.br/posso-escolher-um-tutor-para-o-meu-filho-se-eu-morrer/">cláusula de indicação de tutor</a>;</li>



<li><strong>Documentos particulares com firma reconhecida</strong>, sempre redigidos com auxílio de um advogado;</li>



<li><strong>Registro da vontade perante cartório ou em processo judicial, se for o caso.</strong></li>
</ul>



<p>Essa medida ajuda a prevenir disputas familiares e garante que os filhos&nbsp;<strong>tenham seus interesses preservados</strong>&nbsp;mesmo em momentos de grande vulnerabilidade.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Conclusão</h4>



<p>Pensar em quem ficará com a guarda dos filhos em caso de falecimento dos pais pode ser doloroso, mas é&nbsp;<strong>um ato de amor e responsabilidade</strong>. A legislação brasileira permite que essa escolha seja feita de forma&nbsp;<strong>planejada e legal</strong>, evitando incertezas e disputas judiciais futuras.</p>



<p>Se você deseja se preparar e garantir segurança para os seus filhos,&nbsp;<strong>busque orientação com um advogado especializado em Direito de Família e Sucessões</strong>. O planejamento sucessório bem feito é uma forma de proteger quem mais importa.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity sc_height_small"/>



<h2 class="wp-block-heading">Precisa de ajuda para planejar a guarda dos seus filhos?</h2>



<p>Entre em contato com nosso escritório e agende uma consulta. Estamos prontos para orientar você com sensibilidade e segurança jurídica.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Entre em contato com nosso escritório</h3>



<p>Se ainda ficou alguma dúvida e você precisa da ajuda de um advogado,<strong><a href="https://wa.me/5532999952049"> entre em contato</a></strong> conosco. Durante a consulta jurídica você poderá discutir suas preocupações específicas. <strong><a href="https://wa.me/5532999952049">Agende agora</a></strong> sua consulta presencial ou online. </p>



<p>Estamos localizados em Muriaé, Minas Gerais, mas atendemos online clientes de todo o Brasil e até do exterior. Se necessário, contamos com parceiros espalhados por&nbsp;todo&nbsp;o&nbsp;país.</p>



<p>Você também pode acompanhar mais conteúdos de Direito de Família no meu Instagram, <strong><a href="https://www.instagram.com/renataalmada/">@renataalmada.</a></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Contatos</h3>



<p>E-mail: <a href="mailto:contato@almadaandrade.com.br">contato@almadaandrade.com.br</a></p>



<p>Telefone/WhatsApp: <a href="https://wa.me/5532999952049" target="_blank" rel="noreferrer noopener">(32) 9 9995-2049</a></p>
<p>O post <a href="https://www.almadaandrade.com.br/guarda-dos-filhos-se-os-pais-morrerem/">Com quem fica a guarda dos filhos se os pais morrerem?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.almadaandrade.com.br">Almada Andrade</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.almadaandrade.com.br/guarda-dos-filhos-se-os-pais-morrerem/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Separação de bens: tenho direito à pensão por morte?</title>
		<link>https://www.almadaandrade.com.br/separacao-de-bens-pensao-por-morte/</link>
					<comments>https://www.almadaandrade.com.br/separacao-de-bens-pensao-por-morte/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Almada de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Mar 2025 02:35:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito das Sucessões]]></category>
		<category><![CDATA[Direito Previdenciário]]></category>
		<category><![CDATA[pensão por morte]]></category>
		<category><![CDATA[regime de bens]]></category>
		<category><![CDATA[separação de bens]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.almadaandrade.com.br/?p=20546</guid>

					<description><![CDATA[<p>Casamento com separação total de bens dá direito à pensão por morte? Muitas pessoas casadas pelo regime de&#160;separação total de bens&#160;se perguntam se, em caso de falecimento do cônjuge, terão&#160;direito&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.almadaandrade.com.br/separacao-de-bens-pensao-por-morte/">Separação de bens: tenho direito à pensão por morte?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.almadaandrade.com.br">Almada Andrade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Casamento com separação total de bens dá direito à pensão por morte?</h2>



<p>Muitas pessoas casadas pelo regime de&nbsp;<strong>separação total de bens</strong>&nbsp;se perguntam se, em caso de falecimento do cônjuge, terão&nbsp;<strong>direito à pensão por morte</strong>. A boa notícia é que&nbsp;<strong>sim, é possível receber esse benefício</strong>, desde que sejam cumpridos os requisitos legais exigidos pelo INSS.</p>



<p>Neste artigo, vamos explicar&nbsp;<strong>por que o regime de bens não interfere na pensão por morte</strong>&nbsp;e o que você precisa observar para garantir esse direito.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Separação total de bens x Pensão por morte</h2>



<p>Antes de tudo, é importante entender que o&nbsp;<strong>regime de bens</strong>&nbsp;escolhido no casamento — como a&nbsp;<strong>separação total</strong>&nbsp;— tem efeitos no&nbsp;<strong>direito civil</strong>, principalmente em situações de&nbsp;<strong>divórcio</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>inventário</strong>. Já a&nbsp;<strong>pensão por morte</strong>&nbsp;é um&nbsp;<strong>benefício previdenciário</strong>, regido por normas do&nbsp;<strong>INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)</strong>.</p>



<p>Ou seja, mesmo que você tenha se casado em&nbsp;<strong>separação total de bens</strong>, isso&nbsp;<strong>não impede o direito à pensão por morte</strong>. O que realmente importa são os&nbsp;<strong>critérios previdenciários</strong>, como a qualidade de segurado do falecido e o tempo de união.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Requisitos para a pensão por morte</h2>



<p>Para ter direito à pensão por morte como cônjuge ou companheiro, é preciso preencher os seguintes requisitos:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Qualidade de segurado do falecido</strong> – ou seja, ele deve estar contribuindo para o INSS ou estar no período de graça;</li>



<li><strong>Comprovação da união</strong> – seja casamento civil ou união estável devidamente comprovada;</li>



<li><strong>Tempo de união</strong> e <strong>quantidade de contribuições</strong> do falecido;</li>



<li><strong>Idade do cônjuge sobrevivente</strong>, que influencia diretamente na duração da pensão.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading">Tempo de casamento e contribuições influenciam</h2>



<p>Se o falecimento ocorreu&nbsp;<strong>após 18/06/2015</strong>, aplicam-se regras específicas. Veja:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Casamento ou união com menos de 2 anos</strong>: o cônjuge só terá direito a <strong>4 meses de pensão</strong>;</li>



<li><strong>Menos de 18 contribuições</strong> ao INSS pelo falecido: também gera <strong>apenas 4 meses de pensão</strong>, mesmo que a união seja mais longa.</li>
</ul>



<p>Em ambos os casos, a ideia é evitar fraudes e garantir o benefício apenas quando há vínculos mais consolidados.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quanto tempo dura a pensão por morte?</h2>



<p>A&nbsp;<strong>idade do cônjuge sobrevivente</strong>&nbsp;define o&nbsp;<strong>tempo de duração da pensão</strong>. Confira a tabela:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><th><strong>Idade do cônjuge sobrevivente</strong></th><th><strong>Duração da pensão</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td>Menos de 22 anos</td><td>3 anos</td></tr><tr><td>De 22 a 27 anos</td><td>6 anos</td></tr><tr><td>De 28 a 30 anos</td><td>10 anos</td></tr><tr><td>De 31 a 41 anos</td><td>15 anos</td></tr><tr><td>De 42 a 44 anos</td><td>20 anos</td></tr><tr><td>A partir de 45 anos</td><td>Vitalícia</td></tr></tbody></table></figure>



<p>Essa progressão busca equilibrar o benefício com a expectativa de inserção do cônjuge no mercado de trabalho.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Atenção: cada caso é único</h2>



<p>É fundamental compreender que essas regras se aplicam&nbsp;<strong>especificamente aos cônjuges e companheiros</strong>. Existem&nbsp;<strong>outras normas para pais, filhos e irmãos</strong>&nbsp;do falecido, que não tratamos neste artigo.</p>



<p>Além disso, outros fatores como&nbsp;<strong>dependência econômica</strong>,&nbsp;<strong>tempo de contribuição do falecido</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>provas da união</strong>&nbsp;podem influenciar a análise do INSS.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Conclusão</h4>



<p>Estar casado sob o regime de&nbsp;<strong>separação total de bens não impede o recebimento da pensão por morte</strong>. O que realmente importa são os&nbsp;<strong>critérios previdenciários</strong>, como a qualidade de segurado, tempo de união e idade do cônjuge sobrevivente.</p>



<p>Se você perdeu um companheiro(a) e deseja saber se tem direito à pensão por morte, o ideal é&nbsp;<strong>buscar orientação com um advogado especializado em Direito Previdenciário</strong>&nbsp;para garantir seus direitos e evitar erros no processo junto ao INSS.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><strong>Fale com nosso escritório</strong>&nbsp;e agende uma consulta. Estamos prontos para analisar seu caso e orientar com segurança e clareza.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Entre em contato com nosso escritório</h3>



<p>Se ainda ficou alguma dúvida e você precisa da ajuda de um advogado,<strong><a href="https://wa.me/5532999952049"> entre em contato</a></strong> conosco. Durante a consulta jurídica você poderá discutir suas preocupações específicas. <strong><a href="https://wa.me/5532999952049">Agende agora</a></strong> sua consulta presencial ou online. </p>



<p>Estamos localizados em Muriaé, Minas Gerais, mas atendemos online clientes de todo o Brasil e até do exterior. Se necessário, contamos com parceiros espalhados por&nbsp;todo&nbsp;o&nbsp;país.</p>



<p>Você também pode acompanhar mais conteúdos de Direito de Família no meu Instagram, <strong><a href="https://www.instagram.com/renataalmada/">@renataalmada.</a></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Contatos</h3>



<p>E-mail: <a href="mailto:contato@almadaandrade.com.br">contato@almadaandrade.com.br</a></p>



<p>Telefone/WhatsApp: <a href="https://wa.me/5532999952049" target="_blank" rel="noreferrer noopener">(32) 9 9995-2049</a></p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://www.almadaandrade.com.br/separacao-de-bens-pensao-por-morte/">Separação de bens: tenho direito à pensão por morte?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.almadaandrade.com.br">Almada Andrade</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.almadaandrade.com.br/separacao-de-bens-pensao-por-morte/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
