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	<title>Arquivos Decisões - Almada Andrade</title>
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	<description>Sociedade de Advogados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 08 Sep 2025 20:18:43 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos Decisões - Almada Andrade</title>
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		<title>Justiça proíbe pais de expor excessivamente filhos nas redes sociais</title>
		<link>https://www.almadaandrade.com.br/sharenting/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata Almada de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2025 23:53:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[decisão]]></category>
		<category><![CDATA[exposição de menores]]></category>
		<category><![CDATA[sharenting]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Justiça proíbe sharenting: pais não podem expor filhos em excesso nas redes sociais A Justiça do Acre tomou uma decisão inédita e significativa ao proibir um casal de expor excessivamente seu filho nas redes sociais, prática conhecida como sharenting. A sentença foi proferida pela 3ª Vara da Família de Rio Branco, que entendeu que a superexposição da criança viola direitos&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Justiça proíbe sharenting: pais não podem expor filhos em excesso nas redes sociais</h2>



<p>A <strong>Justiça do Acre</strong> tomou uma decisão inédita e significativa ao <strong>proibir um casal de expor excessivamente seu filho nas redes sociais</strong>, prática conhecida como <strong>sharenting</strong>. A sentença foi proferida pela 3ª Vara da Família de Rio Branco, que entendeu que a superexposição da criança viola direitos fundamentais como <strong>intimidade, imagem, honra e desenvolvimento psíquico</strong>.</p>



<p>Embora o caso específico tramite sob segredo de Justiça, a decisão acende um alerta sobre os&nbsp;<strong>limites da parentalidade digital</strong>&nbsp;e a responsabilidade legal dos pais quanto à presença online dos filhos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é sharenting?</h2>



<p><strong>Sharenting</strong>&nbsp;é a junção dos termos em inglês&nbsp;<em>share</em>&nbsp;(compartilhar) e&nbsp;<em>parenting</em>&nbsp;(parentalidade). O termo define o comportamento de pais e responsáveis que&nbsp;<strong>compartilham excessivamente fotos, vídeos e detalhes da vida dos filhos na internet</strong>, muitas vezes sem considerar as consequências dessa exposição.</p>



<p>Segundo o Tribunal de Justiça do Acre, o casal publicava conteúdos que iam&nbsp;<strong>além de registros familiares típicos</strong>, como comemorações ou momentos íntimos — o que configurou violação dos direitos da criança.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que diz a decisão?</h3>



<p>A Justiça proibiu a divulgação de qualquer conteúdo envolvendo o filho que ultrapasse o que seria considerado&nbsp;<strong>normal e respeitoso</strong>, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Imagens em excesso que exponham a intimidade da criança;</li>



<li>Publicações com informações pessoais ou emocionais sensíveis;</li>



<li>Qualquer conteúdo que explore ou exponha o vínculo familiar de forma indevida.</li>
</ul>



<p>Além disso, a sentença prevê&nbsp;<strong>multa em caso de descumprimento</strong>&nbsp;e até a possibilidade de&nbsp;<strong>revisão da guarda e do regime de convivência</strong>, caso a ordem seja desrespeitada.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Fundamentos jurídicos</h3>



<p>A decisão baseia-se em diversas normas de proteção à infância:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Art. 5º, inciso X, da Constituição Federal: garante o direito à intimidade e à imagem;</li>



<li>Art. 17 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente): assegura a proteção da identidade, integridade psíquica e moral;</li>



<li>Marco Civil da Internet e Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD): garantem a proteção de dados e privacidade, inclusive de menores de idade.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Sharenting pode gerar responsabilização?</h2>



<p>Sim. O sharenting, dependendo do caso, pode configurar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Violação ao direito de imagem da criança</strong>;</li>



<li><strong>Dano moral</strong>, passível de indenização;</li>



<li><strong>Negligência parental</strong>, que pode acarretar <strong>interferência judicial no poder familiar</strong>.</li>
</ul>



<p>Além da <strong>responsabilidade civil</strong>, o Judiciário tem reconhecido que <strong>a superexposição reiterada compromete o desenvolvimento emocional da criança</strong>, que pode crescer sem o direito de escolher o que deseja tornar público sobre si mesma.</p>



<p>Registrar momentos da infância e compartilhar com pessoas próximas não é um problema: o risco surge quando a frequência, o volume de informações e a intenção passam a se distanciar do <strong>melhor interesse da criança</strong>.</p>



<p>Muitos pais, sem perceber, transformam a imagem dos filhos em <strong>ativos digitais</strong>, utilizados para validação social, engajamento em redes ou até monetização.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Conclusão</h3>



<p>A decisão da Justiça do Acre mostra que o sharenting <strong>deixou de ser apenas um comportamento social comum e passou a ser uma questão jurídica relevante</strong>. Proteger a criança vai além da alimentação e educação, envolve também preservar sua imagem, intimidade e autonomia desde os primeiros anos de vida.</p>



<p>Se você compartilha fotos de filhos nas redes sociais, é hora de refletir:&nbsp;<strong>qual o limite entre o afeto e a exposição?</strong></p>



<p>Pais e responsáveis têm o dever legal e moral de garantir que o uso da imagem dos filhos&nbsp;<strong>não ultrapasse o respeito aos seus direitos fundamentais</strong>.</p>



<p><strong>Tem dúvidas sobre sharenting, guarda ou direitos da criança?</strong></p>



<p>Fale com nosso escritório. Estamos preparados para orientar você sobre proteção digital, responsabilidade parental e segurança jurídica da família.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Entre em contato com nosso escritório</h3>



<p>Se ainda ficou alguma dúvida e você precisa da ajuda de um advogado,<strong><a href="https://wa.me/5532999952049"> entre em contato</a></strong> conosco. Durante a consulta jurídica você poderá discutir suas preocupações específicas. <strong><a href="https://wa.me/5532999952049">Agende agora</a></strong> sua consulta presencial ou online. </p>



<p>Estamos localizados em Muriaé, Minas Gerais, mas atendemos online clientes de todo o Brasil e até do exterior. Se necessário, contamos com parceiros espalhados por&nbsp;todo&nbsp;o&nbsp;país.</p>



<p>Você também pode acompanhar mais conteúdos de Direito de Família no meu Instagram, <strong><a href="https://www.instagram.com/renataalmada/">@renataalmada.</a></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Contatos</h3>



<p>E-mail: <a href="mailto:contato@almadaandrade.com.br">contato@almadaandrade.com.br</a></p>



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<p></p>
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		<title>Bens da atual esposa podem pagar pensão alimentícia atrasada</title>
		<link>https://www.almadaandrade.com.br/bens-da-atual-pensao-alimenticia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata Almada de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2025 23:29:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[Direito Imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[execução de alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[pensão alimentícia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>STJ autoriza uso de bens da atual companheira para quitar pensão alimentícia atrasada O&#160;Superior Tribunal de Justiça (STJ)&#160;decidiu que&#160;bens adquiridos durante união estável ou casamento em regime de comunhão de bens podem ser usados para quitar pensão alimentícia em atraso, mesmo que estejam registrados apenas no nome da atual companheira ou esposa do devedor. A&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">STJ autoriza uso de bens da atual companheira para quitar pensão alimentícia atrasada</h2>



<p>O&nbsp;<strong>Superior Tribunal de Justiça (STJ)</strong>&nbsp;decidiu que&nbsp;<strong>bens adquiridos durante união estável ou casamento em regime de comunhão de bens podem ser usados para quitar pensão alimentícia em atraso</strong>, mesmo que estejam registrados apenas no nome da atual companheira ou esposa do devedor.</p>



<p>A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Especial nº 1.830.735/RS e cria um precedente importante, que reforça o direito das crianças à pensão e combate tentativas de ocultação de patrimônio.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que foi decidido?</h3>



<p>O STJ entendeu que, quando o casal vive em regime de&nbsp;<strong>comunhão parcial ou universal de bens</strong>, o patrimônio construído durante a convivência é considerado&nbsp;<strong>comum</strong>. Portanto,&nbsp;<strong>esses bens podem ser usados para garantir o pagamento de pensão alimentícia de filhos de relacionamentos anteriores</strong>.</p>



<p>Mesmo que o bem (como um carro, imóvel ou saldo bancário) <strong>esteja em nome da nova companheira ou esposa</strong>, ele pode ser atingido judicialmente se ficar comprovado que foi <strong>adquirido na constância da união</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Por que a decisão é relevante?</h3>



<p>Essa interpretação&nbsp;<strong>protege os direitos da criança ou adolescente</strong>, evitando que o genitor inadimplente se&nbsp;<strong>esconda atrás do nome da nova companheira para fugir da obrigação alimentar</strong>.</p>



<p>A pensão alimentícia tem natureza prioritária no Direito Brasileiro, pois está diretamente ligada à&nbsp;<strong>sobrevivência e dignidade dos filhos</strong>. O STJ reforçou que, em caso de união com regime de comunhão,&nbsp;<strong>não há blindagem patrimonial possível</strong>&nbsp;quanto às dívidas alimentares.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que diz a lei sobre isso?</h3>



<p>Nos regimes de&nbsp;<strong>comunhão parcial ou universal de bens</strong>,&nbsp;<strong>todo patrimônio adquirido durante a união pertence a ambos os parceiros</strong>, salvo exceções legais (como heranças e doações com cláusula de incomunicabilidade).</p>



<p>Por isso, a Justiça entende que, se o patrimônio é comum,&nbsp;<strong>também deve responder por obrigações comuns ou assumidas individualmente, mas com reflexos sobre o núcleo familiar</strong>, como é o caso da pensão de filhos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">E se o bem for exclusivamente da atual companheira?</h3>



<p>Se o bem foi adquirido&nbsp;<strong>antes da união</strong>&nbsp;ou for&nbsp;<strong>herança ou doação particular</strong>, ele&nbsp;<strong>não pode ser penhorado</strong>. No entanto, será necessário&nbsp;<strong>comprovar documentalmente</strong>&nbsp;a origem e a natureza exclusiva do bem.</p>



<p>Nos demais casos, a Justiça pode autorizar bloqueio ou penhora, mesmo que o bem esteja&nbsp;<strong>formalmente em nome da nova companheira</strong>, desde que se comprove que foi adquirido com recursos comuns durante a união.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Conclusão</h3>



<p>A decisão do STJ traz um recado claro:&nbsp;<strong>não é possível proteger patrimônio construído em união estável ou casamento quando há pensão alimentícia em atraso</strong>. O direito da criança e do adolescente à subsistência&nbsp;<strong>prevalece sobre manobras patrimoniais</strong>.</p>



<p>Se você está envolvido em uma situação parecida, seja como credor de pensão ou como parte de um casal em regime de comunhão, é fundamental buscar <strong>orientação jurídica especializada</strong>. Com planejamento e análise adequada, é possível <strong>evitar riscos e agir dentro da legalidade</strong>.</p>



<p><strong>Precisa de ajuda para garantir o pagamento de pensão ou proteger seu patrimônio familiar?</strong></p>



<p>Fale com nosso escritório e agende uma consulta. Atuamos com firmeza na defesa dos direitos da criança e na segurança jurídica dos casais.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Entre em contato com nosso escritório</h3>



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		<title>Cônjuge pode ter bens pesquisados em execução? Entenda os riscos da comunhão parcial</title>
		<link>https://www.almadaandrade.com.br/conjuge-bens-pesquisados-em-execucao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata Almada de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2025 20:26:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[dívidas]]></category>
		<category><![CDATA[regime de bens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>TJ/SP autoriza pesquisa de bens da esposa do devedor: saiba o que diz a decisão e os riscos da comunhão parcial de bens A&#160;21ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP)&#160;decidiu, de forma unânime, que é possível a&#160;pesquisa de bens em nome da esposa de um executado, mesmo que ela&#160;não&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><br>TJ/SP autoriza pesquisa de bens da esposa do devedor: saiba o que diz a decisão e os riscos da comunhão parcial de bens</h2>



<p>A&nbsp;<strong>21ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP)</strong>&nbsp;decidiu, de forma unânime, que é possível a&nbsp;<strong>pesquisa de bens em nome da esposa de um executado</strong>, mesmo que ela&nbsp;<strong>não integre diretamente o processo de execução</strong>, desde que o casal seja casado sob o regime de&nbsp;<strong>comunhão parcial de bens</strong>.</p>



<p>A decisão foi tomada no âmbito de uma&nbsp;<strong>execução de título extrajudicial movida pelo CCB Brasil &#8211; China Construction Bank</strong>, e tem chamado atenção pelo impacto patrimonial que pode alcançar cônjuges em processos judiciais.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que motivou a decisão?</h3>



<p>O banco exequente solicitou autorização para realizar&nbsp;<strong>pesquisas de bens via sistemas como Renajud, Infojud e Sisbajud</strong>, buscando patrimônio que possa ser alcançado pela execução, uma vez que o casal é casado sob o regime de&nbsp;<strong>comunhão parcial de bens</strong>.</p>



<p>A decisão de&nbsp;<strong>1ª instância havia negado o pedido</strong>, sob o argumento de que&nbsp;<strong>não existe solidariedade entre cônjuges</strong>&nbsp;e que tal medida violaria o&nbsp;<strong>direito ao contraditório e à ampla defesa</strong>&nbsp;da esposa, que não é parte da ação.</p>



<p>No entanto, ao analisar o recurso, o&nbsp;<strong>desembargador Miguel Petroni Neto</strong>, relator do caso, reformou a decisão, destacando que&nbsp;<strong>é legítima a investigação de bens do cônjuge</strong>&nbsp;quando existe&nbsp;<strong>comunhão parcial</strong>&nbsp;e, portanto,&nbsp;<strong>possibilidade de meação sobre o patrimônio adquirido durante o casamento</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Fundamento legal: artigo 790, IV, do CPC</h3>



<p>O relator baseou sua decisão no&nbsp;<strong>art. 790, inciso IV, do Código de Processo Civil</strong>, que autoriza a responsabilização patrimonial do cônjuge&nbsp;<strong>quando seus bens próprios ou da meação podem ser atingidos para o pagamento da dívida</strong>.</p>



<p>Além disso, reforçou que&nbsp;<strong>a simples pesquisa de bens não configura violação de direitos</strong>, e que eventual bloqueio indevido, como em salários ou bens particulares,&nbsp;<strong>pode ser contestado posteriormente pela parte atingida</strong>, com os devidos meios legais.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que é a comunhão parcial de bens?</h3>



<p>A&nbsp;<strong>comunhão parcial de bens</strong>&nbsp;é o regime legal padrão no Brasil, adotado automaticamente quando os cônjuges não escolhem outro regime ao se casar. Nele,&nbsp;<strong>todos os bens adquiridos durante o casamento são comuns ao casal</strong>, ainda que estejam registrados em nome de apenas um dos cônjuges.</p>



<p>Por isso, em processos de execução,&nbsp;<strong>os bens adquiridos após o casamento podem ser parcialmente alcançados</strong>&nbsp;para pagamento de dívidas contraídas&nbsp;<strong>individualmente</strong>&nbsp;por um dos cônjuges,&nbsp;<strong>salvo exceções legais</strong>, como heranças, doações com cláusula de incomunicabilidade ou bens adquiridos antes do casamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Riscos de não planejar o regime de bens</h2>



<p>A decisão do TJ/SP evidencia um ponto fundamental: <strong>muitos casais se casam </strong><a href="https://www.almadaandrade.com.br/como-fazer-um-pacto-antenupcial-em-poucos-passos/"><strong>sem planejamento patrimonial</strong>, </a>acreditando que somente o patrimônio individual será protegido. No entanto, o regime de bens <strong>define a extensão do risco financeiro compartilhado no casamento</strong>.</p>



<p>É comum que casais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Casem sem consultar advogado</strong>;</li>



<li><strong>Abram empresas ou adquiram imóveis sem planejamento jurídico</strong>;</li>



<li><strong>Façam acordos verbais ou informais, sem respaldo legal</strong>.</li>
</ul>



<p>Esse comportamento pode resultar em&nbsp;<strong>consequências jurídicas graves</strong>, como penhora de bens comuns ou até bloqueio de valores depositados em contas conjuntas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como se proteger?</h2>



<p>Para proteger seu patrimônio em relações conjugais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Avalie, com um advogado, <strong>qual regime de bens é mais adequado</strong> à sua realidade;</li>



<li>Registre <strong>contratos de convivência</strong> ou <strong><a href="https://www.almadaandrade.com.br/acordo-pre-nupcial/">pactos antenupciais</a></strong> em cartório;</li>



<li>Formalize a divisão de bens em caso de dissolução da união;</li>



<li>Tenha <strong>consciência patrimonial ativa</strong>, especialmente em relações com histórico financeiro ou empresarial complexo.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Conclusão</h3>



<p>A decisão do TJ/SP de&nbsp;<strong>autorizar a pesquisa de bens da esposa do devedor</strong>&nbsp;reforça a importância do regime de bens no casamento. A&nbsp;<strong>comunhão parcial</strong>, adotada automaticamente na maioria dos casamentos,&nbsp;<strong>não protege integralmente o patrimônio de um dos cônjuges</strong>, e pode permitir que&nbsp;<strong>bens da família sejam alcançados em ações judiciais contra apenas um dos cônjuges</strong>.</p>



<p>Se você deseja proteger seus bens ou está envolvido em um processo de execução,&nbsp;<strong>procure a orientação de um advogado especializado em Direito de Família e Patrimonial</strong>. O planejamento preventivo é o melhor caminho para evitar surpresas desagradáveis no futuro.</p>



<p><strong>Precisa proteger seu patrimônio ou revisar seu regime de bens?</strong></p>



<p>Agende uma consulta com nosso escritório e receba orientação estratégica e segura para seu caso.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Entre em contato com nosso escritório</h3>



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<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>STF: Licença-paternidade começa na alta hospitalar do bebê</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata Almada de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 May 2025 16:05:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[decisões]]></category>
		<category><![CDATA[licença-paternidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou recentemente um importante avanço na proteção à infância e à família: a contagem da licença-paternidade deve começar a partir da alta hospitalar do bebê, e não da data do nascimento. A decisão reflete o entendimento já aplicado à licença-maternidade, buscando garantir ao pai o direito de conviver com o filho recém-nascido nos primeiros&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou recentemente um importante avanço na proteção à infância e à família: <strong>a contagem da licença-paternidade deve começar a partir da alta hospitalar do bebê</strong>, e não da data do nascimento. A decisão reflete o entendimento já aplicado à licença-maternidade, buscando <strong>garantir ao pai o direito de conviver com o filho recém-nascido nos primeiros dias em casa</strong>.</p>



<p>Neste artigo, explicamos os principais pontos da decisão, seus fundamentos constitucionais e o que ela representa para os direitos dos pais e da criança.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que motivou a decisão do STF sobre a licença-paternidade?</h2>



<p>O caso teve origem no&nbsp;<strong>Distrito Federal</strong>, onde uma norma previa que a licença-paternidade para&nbsp;<strong>policiais penais</strong>&nbsp;deveria iniciar-se&nbsp;<strong>na data do nascimento ou adoção</strong>. O&nbsp;<strong>Tribunal de Justiça do DF (TJDFT)</strong>, no entanto, decidiu que o início da licença deveria seguir o mesmo critério aplicado à licença-maternidade:&nbsp;<strong>a alta hospitalar do recém-nascido ou da mãe, o que ocorresse por último</strong>.</p>



<p>O governo do DF recorreu ao STF, alegando que&nbsp;<strong>não havia previsão legal específica</strong>&nbsp;para alterar a contagem do prazo da licença-paternidade. Contudo, a&nbsp;<strong>2ª Turma do STF, por unanimidade, rejeitou o recurso</strong>&nbsp;e confirmou a decisão do TJDFT.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Fundamentos constitucionais da decisão da licença-paternidade</h2>



<p>O relator do caso,&nbsp;<strong>ministro André Mendonça</strong>, destacou que a&nbsp;<strong>licença-paternidade tem fundamento constitucional</strong>, com o objetivo de:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Promover a convivência do pai com o filho nos primeiros dias de vida</strong>;</li>



<li><strong>Apoiar a mãe nos cuidados iniciais com o recém-nascido</strong>;</li>



<li><strong>Fortalecer os laços familiares</strong> e a adaptação à nova rotina familiar.</li>
</ul>



<p>Para o ministro, contar a licença-paternidade a partir do nascimento&nbsp;<strong>prejudica o objetivo do benefício</strong>&nbsp;quando o bebê permanece internado, pois impede que o pai esteja presente durante os cuidados domiciliares iniciais.</p>



<p>Mendonça ainda citou precedente da&nbsp;<strong>ADIn 6.327</strong>, no qual o STF já havia decidido que a licença-maternidade também deve ter início com a alta hospitalar do bebê.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que muda na licença-paternidade?</h2>



<p>Com essa interpretação, o STF amplia o alcance do direito à licença-paternidade, ao equipará-la à licença-maternidade no que diz respeito ao <strong>termo inicial</strong>. A decisão vale especificamente para o caso julgado, mas <strong>cria um importante precedente</strong> para outras categorias profissionais e servidores públicos, além de reforçar a proteção constitucional à infância e à família.</p>



<p>O STF deixou claro que a&nbsp;<strong>ausência de previsão expressa na legislação não impede a aplicação do direito</strong>. A interpretação literal da norma, segundo o relator, poderia gerar&nbsp;<strong>desigualdade entre os papéis do pai e da mãe</strong>, contrariando os princípios da Constituição Federal, que prioriza a&nbsp;<strong>proteção integral da criança</strong>&nbsp;e o&nbsp;<strong>melhor interesse do menor</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Convivência e formação de vínculos</h2>



<p>O principal objetivo da licença-paternidade é proporcionar ao pai a oportunidade de:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Estar presente nos primeiros dias de vida do bebê</strong>;</li>



<li><strong>Ajudar a mãe na recuperação pós-parto e nos cuidados com a criança</strong>;</li>



<li><strong>Construir vínculos afetivos sólidos com o recém-nascido</strong>;</li>



<li><strong>Adaptar-se à nova dinâmica familiar com acolhimento e presença ativa</strong>.</li>
</ul>



<p>Quando a criança permanece hospitalizada, esse objetivo é prejudicado. Por isso, <strong>adiar o início da licença para a data da alta hospitalar é uma medida justa e compatível com os princípios constitucionais</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Conclusão</h2>



<p>A decisão do STF de considerar a&nbsp;<strong>alta hospitalar como o início da licença-paternidade</strong>&nbsp;representa um&nbsp;<strong>avanço significativo na valorização da paternidade e da convivência familiar</strong>. Trata-se de um passo importante para&nbsp;<strong>equiparar os direitos parentais</strong>&nbsp;e assegurar o&nbsp;<strong>melhor interesse da criança</strong>, que deve ter a presença dos pais em um momento tão sensível e importante.</p>



<p>Se você é servidor público ou trabalhador da iniciativa privada e tem dúvidas sobre seus direitos à licença-paternidade,&nbsp;<strong>procure orientação jurídica especializada</strong>. Com base na decisão do STF, é possível buscar a aplicação do mesmo entendimento em outras situações similares.</p>



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		<title>Morte simultânea e o direito ao seguro de vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata Almada de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Sep 2024 20:57:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões]]></category>
		<category><![CDATA[Direito das Sucessões]]></category>
		<category><![CDATA[comoriência]]></category>
		<category><![CDATA[seguro de vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>STJ garante direito dos filhos ao seguro de vida em caso de morte simultânea Recentemente, o STJ tomou uma decisão importante envolvendo a morte simultânea de herdeiros e o direito de representação dos filhos no recebimento de um seguro de vida. A Corte decidiu que, mesmo sem beneficiários designados em um contrato de seguro de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">STJ garante direito dos filhos ao seguro de vida em caso de morte simultânea</h2>



<p>Recentemente, o STJ tomou uma decisão importante envolvendo a morte simultânea de herdeiros e o direito de representação dos filhos no recebimento de um seguro de vida. </p>



<p>A Corte decidiu que, <strong>mesmo sem beneficiários designados em um contrato de seguro de vida, a morte simultânea (ou comoriência) do segurado e de sua herdeira não impede que os filhos da herdeira falecida recebam a indenização</strong>.</p>



<p>Mas o que essa decisão significa para quem pode herdar um seguro de vida quando há morte simultânea? Vamos entender melhor!</p>



<h2 class="wp-block-heading">O caso da morte simultânea</h2>



<p>O caso envolveu um segurado que faleceu em um acidente de trânsito ao lado de sua irmã, que seria sua herdeira. </p>



<p>Como o segurado não tinha cônjuge, pais vivos ou filhos e não havia designado beneficiários para o seguro de vida, a herança deveria ir para sua irmã. Porém, como ambos faleceram juntos, os filhos da irmã pleitearam o direito de receber a parte da indenização do seguro de vida que caberia à mãe.</p>



<p>Inicialmente, a Justiça aceitou o pedido dos filhos, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP) decidiu que, como os dois morreram na mesma ocasião, os filhos não teriam direito à indenização. No entanto, o STJ reverteu essa decisão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que o STJ decidiu?</h2>



<p>A ministra Nancy Andrighi, relatora do caso, foi clara ao afirmar que o direito de representação é previsto no Código Civil e visa proteger os filhos, principalmente crianças e adolescentes. </p>



<p>Ela destacou que, <strong>mesmo em casos de morte simultânea, os filhos têm direito de herdar no lugar da mãe falecida, principalmente quando o seguro de vida não possui beneficiários designados.</strong></p>



<p>Ou seja, o STJ reconheceu que, em casos como esse, os filhos da herdeira falecida têm o direito de receber a parte que caberia à mãe, mesmo que ela tenha falecido junto com o segurado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como funciona o direito de representação?</h2>



<p>O direito de representação é uma regra do Código Civil que permite que os descendentes, como filhos e netos, herdem no lugar de seus pais ou avós falecidos. Isso garante que, se uma pessoa que teria direito à herança morre, seus filhos podem herdar essa parte em seu lugar.</p>



<p>No caso de morte simultânea, como o do acidente mencionado, os filhos da herdeira não perdem o direito à parte do seguro de vida. A morte simultânea não altera essa regra, e os filhos têm o direito de representar a mãe falecida no recebimento da indenização do seguro.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Prioridade da proteção à infância</h2>



<p>Outro ponto que pesou na decisão do STJ foi a proteção garantida a crianças e adolescentes pela Constituição e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). </p>



<p>O tribunal reforçou que os direitos das crianças devem ser tratados com prioridade absoluta. <strong>No caso em questão,</strong> <strong>os filhos da herdeira falecida eram crianças</strong>, e o STJ decidiu que seria injusto deixá-los sem o direito de herdar o seguro de vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Garantia de direitos mesmo em morte simultânea</h2>



<p>A decisão do STJ é um marco importante para garantir que os filhos não sejam prejudicados em casos de morte simultânea. O tribunal reafirmou que, mesmo sem beneficiários designados e com a morte simultânea de segurado e herdeiro, os filhos têm o direito de herdar a parte que caberia aos pais.</p>



<p>Isso mostra a importância do direito de representação previsto no Código Civil, que protege os interesses de descendentes, garantindo que heranças e indenizações não sejam perdidas em situações complexas como a comoriência.</p>



<p>Se você quer entender melhor como funciona o direito de representação em casos de morte simultânea ou está lidando com uma situação parecida, é fundamental consultar um advogado especializado em sucessões para garantir que seus direitos sejam preservados.</p>



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		<title>Prêmio de loteria se partilha mesmo com separação de bens</title>
		<link>https://www.almadaandrade.com.br/premio-de-loteria-partilha/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata Almada de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Sep 2024 20:13:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões]]></category>
		<category><![CDATA[Direito à Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[regime de bens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>STJ decidiu que um prêmio de loteria de R$ 28 milhões deve ser partilhado entre a viúva e os herdeiros, mesmo com separação de bens.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">STJ decide: Prêmio de loteria de R$ 28 milhões entra em partilha de bens</h2>



<p>Já pensou ganhar na loteria e, depois, descobrir que o prêmio precisa ser dividido com os herdeiros, mesmo com separação de bens no casamento? </p>



<p>Foi isso que aconteceu recentemente em um caso julgado pelo STJ, que decidiu que um prêmio de loteria de R$ 28 milhões, ganho pela viúva durante o casamento, deveria ser incluído no inventário do falecido. </p>



<p>Mesmo com o casamento sob o regime de <a href="https://www.almadaandrade.com.br/separacao-obrigatoria-de-bens-70-anos/">separação obrigatória de bens</a>, o tribunal entendeu que esse prêmio deveria ser partilhado entre a viúva e os herdeiros.</p>



<p>Mas por que essa decisão foi tomada? Vamos explicar!</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que o prêmio de loteria deve ser partilhado?</h2>



<p>A questão central aqui envolve o entendimento de que o prêmio da loteria, ganho durante o casamento, é considerado um bem comum, independentemente do regime de bens entre o casal, dentro do regime de bens que o casal estava inserido. </p>



<p>Mesmo sob o regime de separação obrigatória de bens, que normalmente protege os patrimônios individuais, o STJ considerou que o prêmio foi adquirido de forma eventual durante a união, ou seja, ele faz parte do &#8220;patrimônio do casal&#8221; e, por isso, deve ser partilhado.</p>



<p>Isso quer dizer que não importa se o casal estava em separação obrigatória de bens. A corte considerou que <strong>não era necessário provar que o prêmio foi fruto de esforço comum entre os cônjuges</strong>, pois o simples fato de ter sido adquirido durante o casamento já o torna um bem partilhável.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A decisão do STJ no caso do prêmio de loteria</h2>



<p>O STJ reformou a decisão de uma instância inferior que havia excluído o prêmio de loteria da partilha, com o argumento de que o prêmio não havia sido conquistado com trabalho ou esforço comum. O tribunal de instância inferior havia decidido que o prêmio era fruto de sorte, não de um esforço compartilhado entre o casal.</p>



<p>No entanto, ao revisar o caso, a 4ª turma do STJ decidiu que, e<strong>mbora o prêmio tenha sido fruto de sorte, ele foi adquirido durante o casamento e deve, sim, ser considerado um bem comum.</strong> O ministro Antonio Carlos Ferreira, relator do caso, destacou que a jurisprudência já reconhece que bens adquiridos por eventos fortuitos, como prêmios de loteria, devem ser partilhados entre o cônjuge sobrevivente e os herdeiros.</p>



<p>Portanto, os R$ 28 milhões do prêmio serão divididos entre a viúva e os herdeiros do falecido, assim como qualquer outro bem comprado com esse valor. Isso inclui imóveis, investimentos ou qualquer outro patrimônio adquirido com os recursos da loteria.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que significa isso para outros casos de separação de bens?</h2>



<p>Se você está casado sob o<a href="https://www.almadaandrade.com.br/regime-de-bens-70-anos/"> regime de separação obrigatória de bens </a>e acha que isso automaticamente exclui qualquer necessidade de partilhar eventuais ganhos inesperados, como um prêmio de loteria, essa decisão do STJ serve como alerta.</p>



<p>O tribunal deixou claro que, mesmo em regimes de separação obrigatória de bens, existem casos em que o patrimônio será considerado comum e, portanto, partilhável.</p>



<p>Por isso, é importante consultar um advogado, entender os riscos e saber como proteger o patrimônio e ter sua vontade respeitada, antes que seja tarde demais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sorte compartilhada?</h2>



<p>O julgamento do STJ mostra que, mesmo com separação obrigatória de bens, eventos fortuitos como prêmios de loteria podem ser incluídos no patrimônio comum do casal. A justiça entendeu que o prêmio, por ser adquirido durante o casamento, faz parte da herança e deve ser partilhado entre o cônjuge sobrevivente e os herdeiros.</p>



<p>Se você está em uma situação semelhante ou tem dúvidas sobre como seu patrimônio pode ser afetado em um inventário, é importante consultar um advogado especializado em direito de família e sucessões para entender melhor os seus direitos e deveres.</p>



<p>Agora que você sabe como o prêmio de loteria pode ser dividido, mesmo com separação de bens, esteja atento e busque orientações jurídicas para proteger seu patrimônio.</p>



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		<item>
		<title>STJ relativiza Direito Real de Habitação: entenda a decisão</title>
		<link>https://www.almadaandrade.com.br/direito-real-de-habitacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata Almada de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Sep 2024 20:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões]]></category>
		<category><![CDATA[Direito das Sucessões]]></category>
		<category><![CDATA[decisões]]></category>
		<category><![CDATA[direito real de habitação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>STJ relativizou o direito real de habitação de uma viúva que recebe pensão em favor dos herdeiros. Saiba mais sobre essa decisão.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">STJ relativiza Direito Real de Habitação: O que isso significa para herdeiros e viúvas?</h2>



<p>Recentemente, o STJ decidiu que o direito real de habitação de uma viúva pode ser relativizado em situações excepcionais, como no caso de herdeiros que não possuem outro imóvel e precisam de moradia. Esse direito, que geralmente permite que o cônjuge sobrevivente continue morando no imóvel familiar, pode ser afastado em favor dos herdeiros se for comprovado que a viúva tem condições financeiras suficientes para viver em outro lugar.</p>



<p>A decisão, tomada pela 3ª turma do STJ, envolveu uma viúva que recebe uma pensão vitalícia significativa pela morte do marido, que era procurador federal. O tribunal entendeu que, como ela tem uma renda alta e pode garantir moradia própria, não seria justo que os filhos do falecido continuassem morando em imóveis alugados enquanto ela ocupava o único imóvel deixado pelo falecido.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é o Direito Real de Habitação?</h2>



<p>O direito real de habitação é o direito do cônjuge sobrevivente de continuar morando no imóvel que compartilhava com o falecido, mesmo que esse imóvel faça parte da herança. Normalmente, esse direito é garantido por lei para proteger o cônjuge e garantir que ele ou ela não fique sem um lugar para viver após a morte do parceiro. Porém, a recente decisão do STJ mostra que, em alguns casos, esse direito pode ser relativizado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que o STJ relativizou o Direito de Habitação?</h2>



<p>No caso em questão, a viúva recebe uma pensão considerável e tem recursos financeiros suficientes para viver em outro imóvel. Já os herdeiros, filhos do falecido, vivem em imóveis alugados. </p>



<p>A ministra Nancy Andrighi, relatora do caso, ressaltou que, embora o direito real de habitação seja importante, ele não é absoluto. Quando há apenas um imóvel na herança e o cônjuge sobrevivente tem condições financeiras de se sustentar, é possível abrir mão desse direito em favor dos herdeiros.</p>



<p>A ministra também mencionou que,<strong> em situações excepcionais, como essa, o direito dos herdeiros pode prevalecer sobre o direito do cônjuge, </strong>especialmente quando o cônjuge sobrevivente tem os meios necessários para garantir sua própria moradia.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando o Direito Real de Habitação pode ser relativizado?</h2>



<p>Essa decisão deixa claro que o direito de habitação pode ser flexibilizado em situações específicas, como:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Quando o cônjuge sobrevivente possui uma renda elevada e pode viver em outro imóvel sem prejudicar sua qualidade de vida.</li>



<li>Quando os herdeiros não possuem outro imóvel para morar e dependem da herança para garantir sua moradia.</li>
</ol>



<p>Nesse caso específico, o STJ levou em consideração o fato de que a viúva estava morando no único imóvel do inventário, enquanto os filhos precisavam alugar imóveis para viver com suas próprias famílias. Assim, o tribunal concluiu que relativizar o direito de habitação da viúva seria a solução mais justa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que essa decisão significa para outros casos?</h2>



<p>Embora essa decisão tenha sido tomada com base nas particularidades desse caso, ela abre precedentes para que o direito de habitação seja relativizado em outras situações semelhantes. </p>



<p><strong>Cada caso será avaliado individualmente, </strong>e a Justiça terá que analisar se o cônjuge sobrevivente realmente precisa do imóvel para garantir sua moradia ou se os herdeiros têm o direito de reivindicar o bem.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Justiça para todos</h2>



<p>A decisão do STJ mostra que, em casos excepcionais, o direito real de habitação pode ser flexibilizado para equilibrar os interesses dos herdeiros e do cônjuge sobrevivente. Se a viúva ou viúvo tiver recursos financeiros suficientes, como uma pensão significativa, e os herdeiros não tiverem onde morar, o tribunal pode decidir em favor dos filhos.</p>



<p>Essa decisão reforça a ideia de que o direito real de habitação é importante, mas não é absoluto. Cada situação deve ser analisada cuidadosamente, sempre considerando o contexto e as necessidades das partes envolvidas.</p>



<p>Agora que você entende como funciona a relativização do direito real de habitação, é importante ficar atento a situações excepcionais em casos de inventários e sucessões. Em caso de dúvidas, procure sempre um advogado especializado com experiência na área.</p>



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		<item>
		<title>Recusar a transfusão de sangue por motivos religiosos</title>
		<link>https://www.almadaandrade.com.br/recusa-transfusao-de-sangue/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata Almada de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Sep 2024 19:33:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões]]></category>
		<category><![CDATA[Direito à Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[autonomia]]></category>
		<category><![CDATA[dav]]></category>
		<category><![CDATA[diretivas antecipadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>STF garante direito de Testemunhas de Jeová de recusar transfusões de sangue Recentemente, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que as testemunhas de Jeová têm o direito de recusar transfusão de sangue, mesmo em tratamentos médicos graves, com base em sua liberdade religiosa. Essa decisão marca um ponto importante no processo de garantir que as&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">STF garante direito de Testemunhas de Jeová de recusar transfusões de sangue</h2>



<p>Recentemente, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que as testemunhas de Jeová têm o direito de recusar transfusão de sangue, mesmo em tratamentos médicos graves, com base em sua liberdade religiosa. </p>



<p>Essa decisão marca um ponto importante no processo de <strong>garantir que as escolhas pessoais, especialmente motivadas por crenças religiosas, sejam respeitadas no sistema de saúde pública.</strong> </p>



<p>Além disso, o Estado deve oferecer alternativas médicas quando disponíveis, respeitando as convicções dos pacientes. Mas o que essa decisão realmente significa para as testemunhas de Jeová e para quem precisa de tratamento médico? Como essa decisão pode influenciar outros casos envolvendo direitos individuais e religiosos?</p>



<h2 class="wp-block-heading">O processo e a liberdade religiosa na recusa de transfusões de sangue</h2>



<p>As testemunhas de Jeová acreditam que a Bíblia proíbe a transfusão de sangue. Por isso, recusam esse tipo de tratamento, mesmo em situações que envolvam risco à vida. Antes dessa decisão, muitos enfrentavam dilemas complicados, já que hospitais, temendo processos, exigiam consentimento para a transfusão. </p>



<p>Agora, o STF garantiu que <strong>qualquer adulto, desde que plenamente capaz, pode recusar transfusões de sangue</strong>, desde que a decisão seja tomada de forma livre e consciente, e com conhecimento sobre os riscos envolvidos.</p>



<p>Essa decisão também obriga a União a fornecer tratamentos alternativos dentro do SUS (Sistema Único de Saúde), quando possível. Isso quer dizer que, se houver uma alternativa à transfusão de sangue disponível no SUS, o Estado é obrigado a oferecê-la. Se necessário, o paciente pode até ser transferido para outro estado, com os custos cobertos, para garantir o respeito à sua escolha religiosa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Entenda o processo de recusar a transfusão de sangue</h2>



<p>Se você é uma testemunha de Jeová ou tem algum conhecido nessa situação, aqui estão algumas questões importantes:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Decisão Informada e Consciente</strong>: A recusa de um tratamento com transfusão de sangue deve ser feita de maneira consciente. Isso significa que o paciente deve estar ciente dos riscos e assinar um documento deixando claro que não autoriza a transfusão.</li>



<li><strong>Testamento Vital</strong>: Caso o paciente esteja incapaz de manifestar sua vontade no futuro, um testamento vital pode ser usado para garantir que suas escolhas, como a recusa de transfusões, sejam respeitadas.</li>



<li><strong>Alternativas Médicas</strong>: Caso o SUS ofereça opções de tratamento sem necessidade de transfusão, o Estado deve disponibilizá-las, garantindo que os direitos do paciente sejam respeitados.</li>



<li><strong>Custos de Tratamentos Fora do Domicílio</strong>: Se o tratamento adequado não estiver disponível no local de residência do paciente, a União deve arcar com o transporte e a estadia em outro estado.</li>
</ol>



<p>Outro aspecto importante da decisão é que a recusa à transfusão de sangue também pode ser documentada em um <a href="https://www.almadaandrade.com.br/o-que-significa-testamento-vital/">testamento vital.</a> Esse documento é uma diretiva antecipada de vontade, onde o paciente expressa suas escolhas para tratamentos médicos, caso esteja incapaz de manifestar sua vontade no futuro. Isso significa que, mesmo em uma situação onde a pessoa não consiga decidir conscientemente, suas crenças e desejos quanto ao tratamento médico serão respeitados.</p>



<p>Assim, no caso das testemunhas de Jeová, <strong><a href="https://www.almadaandrade.com.br/diretivas-antecipadas-de-vontade-e-testamento-vital/">o testamento vital é uma forma segura de garantir que a recusa à transfusão seja mantida, mesmo que o paciente não esteja em condições de expressar sua decisão na hora do procedimento</a></strong>. Essa opção fortalece ainda mais o direito à autonomia sobre o próprio corpo e respeita a liberdade religiosa, mesmo em momentos críticos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">E quanto aos filhos menores?</h2>



<p>Um ponto importante que o STF deixou claro é que, embora os adultos possam recusar transfusões de sangue por razões religiosas, <strong>os pais não podem recusar esse tratamento para seus filhos menores. </strong></p>



<p>Em casos de crianças, prevalece o princípio do melhor interesse para a saúde e vida da criança, o que significa que a saúde da criança é prioridade absoluta, mesmo que isso vá contra a crença dos pais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Liberdade religiosa e Direito à Saúde</h2>



<p>A decisão do STF de permitir que as testemunhas de Jeová possam recusar transfusões de sangue é um marco na garantia dos direitos de liberdade religiosa no Brasil. Isso reforça a importância de respeitar as escolhas individuais em questões médicas, desde que sejam tomadas de forma informada. </p>



<p>No entanto, essa liberdade vem com responsabilidades, e é fundamental que tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde estejam alinhados para garantir que as decisões sejam tomadas com segurança e respeito à vida.</p>



<p>Agora que você entende melhor como funciona o processo de recusa de transfusão de sangue e a liberdade religiosa envolvida, é essencial manter-se informado e garantir que seus direitos sejam respeitados. Se você ou alguém que conhece enfrenta essa situação, busque o apoio de advogados especializados para orientar sobre os próximos passos.</p>



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		<title>Homem deve pagar tratamento psicológico de ex</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata Almada de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Feb 2024 15:13:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[decisão]]></category>
		<category><![CDATA[violência doméstica]]></category>
		<category><![CDATA[violência psicológica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A decisão da Justiça do Espírito Santo que obriga um homem a pagar o tratamento psicológico da ex-companheira marca um avanço na perspectiva de gênero no judiciário.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Decisão judicial sobre tratamento psicológico: Um marco no Espírito Santo</h2>



<p>Em uma decisão judicial inédita no Espírito Santo, um homem foi obrigado a pagar o tratamento psicológico de sua ex-companheira. Este caso marca um ponto de virada na aplicação da perspectiva de gênero na justiça, refletindo o compromisso do judiciário com a proteção das vítimas de violência doméstica. </p>



<p>A decisão, embasada no Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), evidencia a importância de abordagens judiciais que consideram as nuances de gênero, promovendo a justiça e a reparação para as vítimas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A importância da decisão judicial</h2>



<p>Este caso é um exemplo emblemático de como as decisões judiciais podem afetar positivamente a vida das pessoas, especialmente aquelas que sofreram violência doméstica. </p>



<p>Ao determinar que o agressor pague pelo tratamento psicológico da vítima, a justiça do Espírito Santo não apenas proporciona o suporte necessário para a recuperação da ex-companheira mas também estabelece um precedente importante para futuros casos, reforçando a responsabilidade dos agressores pelos danos causados.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Consequências da violência e a decisão judicial</h2>



<p>Após a separação, a vítima sofreu agressões físicas que resultaram em graves transtornos psicológicos, incluindo depressão e ansiedade. </p>



<p>Diante da incapacidade financeira de custear o tratamento necessário, a decisão judicial torna-se um alívio e uma esperança de recuperação. Ao estabelecer que o agressor deve arcar com os custos do tratamento, o judiciário reconhece a gravidade do impacto psicológico da violência doméstica e a necessidade de garantir à vítima o acesso ao tratamento adequado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Detalhes da decisão judicial</h2>



<p>A decisão estipulou um depósito judicial inicial de R$ 1.175,00, cobrindo uma consulta médica e quatro sessões de terapia, com a condição de que a vítima comprove os gastos e apresente os planos de tratamento. </p>



<p>Este procedimento não apenas garante a transparência e a eficácia do tratamento mas também sublinha a seriedade com que o judiciário trata a questão da violência doméstica e a saúde mental das vítimas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Reflexão sobre a decisão judicial e o tratamento psicológico</h2>



<p>A decisão judicial sobre o tratamento psicológico no Espírito Santo é um marco significativo na luta contra a violência doméstica e na promoção dos direitos das mulheres. Ela reforça a ideia de que <strong>o sistema judiciário pode e deve desempenhar um papel crucial na reparação dos danos causados pela violência, oferecendo não apenas justiça, mas também um caminho para a recuperação e o bem-estar das vítimas.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Conclusão</h2>



<p>A decisão judicial que obriga um homem a pagar o tratamento psicológico de sua ex-companheira no Espírito Santo é um exemplo poderoso de justiça com perspectiva de gênero. Representa um passo importante na proteção das vítimas de violência doméstica, assegurando que elas recebam o suporte necessário para superar as consequências psicológicas da violência. Este caso abre precedentes para futuras decisões e reforça a necessidade de abordagens judiciais que priorizem a saúde mental e a recuperação das vítimas.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots sc_height_medium"/>



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		<title>Maiores de 70 agora podem escolher seu regime de bens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata Almada de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Feb 2024 10:28:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[regime de bens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda como a nova decisão do STF permite a maiores de 70 anos escolher o regime de bens em casamentos e uniões estáveis.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">STF decreta: pessoas com 70 anos ou mais não são mais obrigados ao regime de separação obrigatória de bens</h2>



<p><strong>Se você tem mais de 70 anos e não deseja seguir o regime de separação obrigatória de bens, nós podemos ajudar. </strong>A recente decisão do Supremo Tribunal Federal trouxe uma mudança significativa nas regras de gestão de bens para pessoas acima de 70 anos que desejam casar ou formalizar uma união estável. </p>



<p>Antes dessa decisão, a lei brasileira determinava <em>automaticamente </em>que, se alguém com mais de 70 anos se casasse ou entrasse em uma união estável, os bens adquiridos antes e durante a relação <strong>não seriam compartilhados com o parceiro(a)</strong> &#8211; isso é o que chamamos de regime de separação obrigatória ou legal de bens.</p>



<p>Agora é possível optar por compartilhar os bens ou estabelecer acordos personalizados através de uma escritura pública.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Posso alterar meu regime de bens após os 70?</h2>



<p>Sim! O STF decidiu que essa regra não é mais absoluta. </p>



<p>Agora, se duas pessoas, onde pelo menos uma delas tem mais de 70 anos, decidirem se casar ou viver juntas, <strong>elas podem escolher como querem que seus bens sejam tratados.</strong> Em outras palavras, se desejarem compartilhar seus bens ou estabelecer regras personalizadas em um <a href="https://www.almadaandrade.com.br/acordo-pre-nupcial/">acordo pré-nupcial</a>, podem fazê-lo por meio de escritura pública.</p>



<p>Imagine, por exemplo, que João, com 72 anos, e Maria, com 68, desejam casar. Antes, qualquer bem adquirido por João ou Maria após o casamento seria de propriedade exclusiva do comprador, sem direitos para o outro, mesmo vivendo juntos. Isso também afetaria questões de herança e direitos sobre os bens adquiridos após o casamento. </p>



<p>Com a nova decisão, João e Maria podem ter a liberdade de decidir, juntos, que querem compartilhar tudo o que adquirirem após o casamento, assim como um casal de qualquer outra idade anos faria. Para isso, basta que eles façam uma escritura pública expressando essa vontade.</p>



<p>Essa alteração legislativa reconhece a evolução da sociedade brasileira, onde as pessoas estão vivendo mais e merecem ter suas escolhas respeitadas, sem sofrer discriminação por idade. </p>



<p>O STF considerou que a regra anterior era injusta e não respeitava a capacidade das pessoas idosas de tomar decisões sobre seus próprios bens. Além disso, a decisão também aponta para a luta contra o etarismo, ou seja, a discriminação baseada na idade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Conclusão</h2>



<p>Em resumo, o que o STF decidiu é uma forma de garantir que as pessoas com mais de 70 anos tenham mais liberdade para decidir como querem gerenciar seus bens em um casamento ou união estável, promovendo a igualdade e respeitando a dignidade de todos, independentemente da idade.</p>



<p>Se você está nessa faixa etária e deseja ajustar o regime de seus bens para refletir melhor seus desejos e necessidades, é crucial contar com o suporte de um escritório especializado. </p>



<p>Nossa equipe pode ajudá-lo a construir uma escritura pública segura e personalizada, garantindo que suas intenções sejam claramente expressas e legalmente reconhecidas. Entre em contato e veja como podemos facilitar esse processo para você, promovendo sua tranquilidade e proteção legal.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Entre em contato com nosso escritório</h3>



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